sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

UAP ou while my eyes... go looking for flying saucers in the sky!

 
A foto é apenas uma nuvem engraçada, no meio de um céu azul. Mas, eu me pergunto: e se não fosse? 
Como eu e a maioria das pessoas reagiríamos diante de uma enorme nave desconhecida?
Francamente não sei.
 Mas certamente não me sentiria segura.
Já me perguntaram várias vezes se acredito em vida extraterrestre.
 Minha resposta é sempre a mesma. Claro que sim!
 O Universo é imenso e desconhecido e nós somos apenas um grãozinho de poeira e vida nele.
 Que pretensão acreditar que somos únicos!
 
Ainda engatinhamos no conhecimento da Física e pouco sabemos de nossa origem, portanto tudo é possível.

Quando falo de vida extra terrestre, penso em Carl Sagan, militares e pilotos  que tiveram coragem de contar suas experiências ou gente que procura respostas sobre fenômenos que ainda não entendemos.
 Simplesmente ciência e pesquisa séria. 
 
Nunca vi nada além nuvens engraçadas no céu, e nem sei se estaria preparada para ver ou entender outra coisa, mas sempre me interessei.
 
 Há muitos anos atrás, em 1979, quando eu ainda era muito jovem, comentei com alguém de nosso circulo familiar sobre uma noticia que havia lido. 
 Alguns patrulheiros da Policia Rodoviária haviam visto um imenso OVNI sobre a Represa Billings, justamente onde estávamos naquele dia. 
 
A reação da pessoa foi tão irônica e inesperada que quase me levou às lágrimas. Começou a caçoar alto e puxou um coro de risadas que me desconcertaram profundamente.
 
 Hoje, eu não daria tanta importância, e dispararia uma série de perguntas instigantes, mas, naquela época, a insegurança da juventude me dominou totalmente e eu me calei mergulhando em humilhação.
 
Resolvi que jamais faria qualquer comentário sobre o assunto e tratei de esquecer. Embora ainda tivesse que ouvir uma piadinha de vez em quando. Passaram-se alguns meses e um dia, logo nas primeiras horas da manhã, a pessoa que caçoou de mim veio até minha casa,.
 
 Estava muito ansiosa e queria falar comigo. Atendi e me surpreendi muito com o que ouvi. Falava muito rápido, e seus olhos mostravam um pavor genuíno. 
 
Contou que na noite anterior, estava voltando de carro, depois de um curso noturno. Passava perto da represa depois das 23 horas quando surgiu no céu uma grande nave (maior que uma casa, como disse) com muitas luzes piscando. 
 
Era imensa, e não fazia qualquer tipo de ruído. Voava bem baixo. Pairou um pouco sobre a represa e depois desapareceu rapidamente. Contou também que nem o motor do carro e nem o rádio pararam de funcionar, como costumavam dizer que acontecia.
 Apenas a imensa nave deslizando baixo sem fazer o menor ruído. 
 
A experiência durou pouco mas foi marcante. A pessoa em questão, sempre foi altiva e orgulhosa, mas pude perceber em seus olhos, um humilde pedido de desculpas que jamais foi verbalizado. O fato dela estar ali, francamente atônita diante da experiência que presenciara já me bastava. Desculpas aceitas!
 
Desde então, se eu tinha algum tipo de  dúvida, ela se dissipou. Uma pessoa totalmente cética sobre o assunto, presenciando um evento como aquele. Ironia do destino, sem dúvida!
 
Nunca mais ouvi nenhum tipo de chacota e as piadas cessaram. Apenas um olhar cúmplice e assustado, quando alguém mencionava algo sobre " a represa  à noite". Outros céticos que eu conhecia muito bem, passaram a olhar a região com mais atenção, utilizando binóculos.
 
Muito discretamente é claro! Mas, até onde eu sei,sem sucesso.
O tempo passou, mas ainda me lembro muito bem do olhar assustado. Era como se tivessem abalado todos os alicerces do conhecimento daquela pessoa.
Um desmoronamento instantâneo de crenças fortemente instaladas.
 Quanto a mim, descendente de espanhóis que sou, estava naquela de "...yo no creo en brujas pero que las hay, las hay..." e continuo assim.
Precisamos ter a mente aberta para aceitar o novo e o desconhecido, venha de onde vier.
De fato, vivemos tempos interessantes!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Puma Punku ou o lugar construído com ajuda alienígena?


Puma Punku ou a Porta do Puma é um conjunto de ruínas extraordinárias.


Porta do Sol

 Fazem parte do complexo de Tiwanaku ou Tiahuanaco localizados na Bolívia.


Templo da Kalasasaya

 Templos e monumentos construídos com apuradas técnicas, incríveis  e difíceis de reproduzir até nos dias de hoje.

Fica na Bolívia. 

Calculam que tenha mais de 2500 de idade e está abandonada há mais de 2000 anos.

 Mas, na verdade, esses cálculos podem estar errados e Puma Punku pode ser bem mais antiga.

 Essa datação de 2500 pode ser de sua última ocupação, mas não necessariamente sua construção.

Escavações arqueológicas mostraram pelo menos 5 períodos diferentes de ocupação e construção.

 Havendo também vestígios de reconstrução e remodelações.

O complexo tem mais de 789 metros de comprimento por mais de 485 metros de largura.

Para os incas era um lugar sagrado, pois acreditavam que foi lá, que o mundo foi criado.







O mais incrível são os cortes precisos nas pedras!!

 Parece que foram feitas em série. Como blocos pré moldados destinados a encaixe e construção rápida.

Tamanha precisão e detalhe é algo muito difícil até hoje, mesmo com toda a nossa  tecnologia.




Pedras extremamente duras, retiradas de uma região perto do lago Titicaca e transportadas por mais de 10 km. 

As pedras tem em média 130 toneladas.


Eram interligadas por peças de metal fundido e derramado nas cavidades cortadas na pedra, processo que garantia a solidez da  estrutura.

Os arqueólogos acreditam que as pedras foram arrastadas até o local, por meio de cordas, pois encontraram marcas de amarração (furos) e arranhões na pedra, que teriam sido produzidos no processo de transporte, ao arrastar as pedras.

Explicações à parte, o fato é que essas ruínas demonstram acesso a tecnologias muito superiores ao que se podia encontrar na época.

Cortes precisos que só poderiam ser feitos com ferramentas de alta tecnologia e portanto a pergunta que fica é:

Quem estaria fornecendo tecnologia a esses povos?

Seriam os visitantes do céu?


terça-feira, 24 de agosto de 2021

Oumuamua, o viajante alienígena.

 


Em 2017 um grande objeto foi observado.

Em forma de charuto, ele se  deslocava muito rapidamente através do nosso Sistema Solar. Calcularam que a velocidade passava de  impressionantes 87,3 km por segundo, numa trajetória hiperbólica.

A forma e o deslocamento pareciam totalmente bizarros.

 Logo, aquele ponto de luz visto ao telescópio chamou a atenção dos astrônomos.

Foi chamado  "Oumuamua" .

Uma palavra havaiana que significa "um mensageiro de longe que chega primeiro"

Observando o objeto, concluíram que ele era bem alongado devido as dramáticas variações de brilho conforme ele se movia pelo espaço. Também notaram que muito provavelmente ele deveria expelir gases através de orifícios em sua superfície, aumentando sua velocidade, como se fossem jatos propulsores.

Calculam que ele era mais circular, com placas de gelo ao seu redor, dando a ele a aparência de uma panqueca, mas, ao aproximar-se do Sol, foi perdendo essas placas e mantendo apenas seu núcleo mais rochoso.

Esse objeto foi chamado de asteroide, de cometa e até de um pedaço de um exoplaneta que entrou no Sistema Solar.

Mas, a hipótese que mais chamou a atenção, foi sem dúvida, a de que

o objeto, era na verdade, uma sonda alienígena, alimentada pela luz das estrelas, uma "vela solar". 

Pela trajetória ao contornar o sol, deduziram que ele veio de fora do nosso Sistema Solar. 

Calculam que ele tenha mais ou menos 400m de comprimento por 40 de largura. 

Na verdade os cientistas, nunca tinham visto nada parecido.

 Ele segue sua trajetória "tombando" pelo espaço.

 Veja na animação abaixo, produzida pela NASA.

Fonte : NASA/JPL-Caltech

Em movimento de rotação completa que leva mais ou menos 7 horas. Rodando de ponta a ponta.

Avi Loeb, da Universidade de Harvard, lançou uma teoria inovadora sobre o que é o Oumuamua. Ele contesta outros cientistas que preferem apenas comparar o Oumuamua a outros fenômenos conhecidos. No seu caso ele prefere manter a mente aberta.

Acredita que a natureza do objeto é artificial. Algo de uma civilização alienígena. Baseia sua tese em que se ele não é um cometa ou um asteroide, é algo nunca visto antes. Não há como compara-lo a nada, e não podemos simplesmente presumir que seja algo que se pareça com o que já conhecemos. Precisamos manter todas as hipóteses sobre a mesa e coletar o máximo de informação possível.


Para mim, parece bastante sábio, abrir todo um leque de possibilidades e estuda-las mais profundamente.

 Nada deve ser descartado baseados em um julgamento apressado ou guiados apenas pelo que já se conhece.

Ainda não sabemos quase nada do universo.
 Por que não acolher novas hipóteses que tentam explicar

 o que não ainda entendemos?

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

O Vaticano e os OVNIS




"...e então nós saímos para ver estrelas”. (Dante)

Assim como sugere Dante, os astrônomos tornam esse ato, sua missão. No Vaticano, através do Observatório do Vaticano (foto abaixo) e do potente telescópio denominado "Lucífer" (foto acima), dirigido pelo Padre José Gabriel Funes, eles vão mais além.

 Dentro de um meio religioso conservador como é a Igreja Católica, normalmente avessa às novidades, encontramos a mais incrível e vanguardista visão da ciência.



Estudam o Universo sem preconceitos e se mantém abertos às novas descobertas, inclusive buscando vida em outros planetas. Um sopro de ar fresco, diante da atitude mais fechada dos governos, com relação ao fenômeno OVNI.

Em entrevistas ou artigos para o L'Osservatore Romano, o Padre José Gabriel reforça suas teses baseadas em observações das estrelas, com deliciosas pitadas de forte crença religiosa.

Na entrevista à Francesco M. Valente em 14/05/2008 intitulada “ O extraterrestre é meu irmão” ele diz:


““...e então nós saímos para ver estrelas, e é essa a missão da Astronomia, principalmente devolver para as pessoas o tamanho certo para a pequena e frágil criatura, diante de um cenário incomensurável de bilhões e bilhões de galáxias. Então descobrir que não somos os únicos que habitam o Universo?

A hipótese não é tão inquietante. É possível acreditar em Deus e em extraterrestres. É possível acreditar na “existência” de outros mundos e outras vidas ainda mais evoluídas do que a nossa, sem desacreditar na criação, na encarnação e redenção.


O Genesis fala da terra, dos animais, do homem e da mulher. Isto exclui a possibilidade de existência de outros mundos ou seres vivos no Universo. Na minha opinião existe essa possibilidade. Os astrônomos acreditam que o Universo é composto de bilhões de galáxias, cada uma das quais constituída por uma centena de bilhões de estrelas, muitas delas ou quase todas poderiam ter planetas. Como se pode excluir que a vida se desenvolveu em outro lugar?

Há um ramo da astronomia, a astrobiologia, que estuda esse aspecto e fez muitos progressos nos últimos anos. Ao examinar os espectros de luz vindos de estrelas e planetas, em breve será possível identificar os elementos de suas atmosferas, os chamados biomarcadores, e ver se existem condições para o surgimento e desenvolvimento de vida. Além disso, formas de vida poderiam existir, em teoria, mesmo sem oxigênio ou hidrogênio””.


Também se refere a existência de seres como nós ou até mais evoluídos e se admiti-los poderia, ou não, ser um problema para a fé católica.

De qualquer forma O Observatório do vaticano patrocinou em 2019, um encontro para troca de experiências nas pesquisas de vida extraterrestre (foto acima).

... Até agora não temos provas, mas certamente num universo tão grande não podemos excluir essa hipótese....como existe uma multiplicidade de criaturas na Terra, então poderia haver outros seres, até mesmo inteligentes, criados por Deus. Isso não contradiz nossa fé. Não podemos por limites à liberdade criadora de Deus. Nas palavras de São Francisco, se considerarmos todas as criaturas terrestres como “irmão” e “irmã”, por que não poderia falar de um “irmão extraterrestre? Seria uma parte da criação”.

Logo após a descoberta do que os meios de comunicação chamaram de “Terra 2.0” ou um planeta semelhante a Terra, o Kepler 452b, o Padre Funes, manifestou-se novamente em julho de 2015, no L'Osservatore Romano, deixando uma série de impressões pessoais juntamente com o pensamento de outros religiosos que certamente estavam adiante de seu tempo.

““Só nós no Universo?

O Kepler 452b, é o primeiro planeta descoberto, semelhante a Terra e está na zona de habitabilidade – a região no espaço em torno de uma estrela semelhante ao nosso Sol. A descoberta do planeta Kepler 452b, revive a ideia de que o contato e porque não, o encontro com seres extraterrestres de uma civilização alienígena poderia acontecer num futuro próximo. Pessoalmente estou cético que este evento cósmico aconteça....Nicolau de Cusa, havia a poiado a ideia de outros mundos, especulando até sobre a natureza dos alienígenas. Para Giordano Bruno a Terra é um planeta semelhante a outros que podem ser chamados de “outras Terras”. Menos conhecido, é o astrônomo jesuíta Angelo Secchi, um dos fundadores da Astrofísica moderna, diretor do Collegio Romano. Ele estava convencido da existência de outros mundos habitados e no século XIX já estudava o assunto. Ainda temos os exemplos do Padre Raimondo Spiazzi, um dominicano e o Padre Gino Concetti, franciscano, que já haviam expressado ideias semelhantes. Até o Padre Pio que não era nem teólogo ou astrônomo e dizia: “...será que a onipotência de Deus é limitada ao pequeno planeta Terra?””

Mas, há relatos mais antigos e muito controversos à respeito de um possível contato do Papa João XXIII, o Papa Bom, (foto abaixo) com extraterrestres.


Teria acontecido durante as férias de verão do papa em Castell Gandolfo, em 1961 e foi testemunhado pelo Secretário pessoal do Papa.

Uma nave oval, com luzes intermitentes , azuis e âmbar sobrevoou sobre eles. Depois, pousou sobre na grama, ao sul do  jardim da residência.

Um ser saiu da nave. Parecia humano mas tinha as orelhas alongadas e estava rodeado de luz dourada.

O Papa e seu Secretário, acreditando que era uma visão divina, ajoelharam-se e começaram a rezar. Passado algum tempo, o Papa levantou-se e caminhou na direção do ser. Ficaram próximos por 15 a 20 minutos e pareciam falar intensamente.

O Secretário conta que da distância em que estava não podia ouvir nada. 

Por fim, o ser deu meia volta, seguiu para sua nave e partiu.

Após o encontro, o Papa teria dito:

 " Os filhos de Deus estão em todas as partes e algumas vezes temos dificuldades em reconhecer nossos próprios irmãos"

Desenho publicado no "The Sun" retratando como teria ocorrido o encontro.



terça-feira, 10 de agosto de 2021

O caso do OVNI no Portão 17 do Aeroporto de Chicago.

 


 Um caso muito interessante devido ao  grande número e credibilidade das de testemunhas. Ocorreu em 7 de novembro de 2006, no Chicago O'Hare Internacional Airport.

 Por volta das 16:15h, as autoridades federais do Aeroporto Internacional de O'Hare em Chicago, foram contatadas e receberam um relatório onde 12 funcionários do aeroporto, descreviam em detalhes o avistamento de um OVNI.

A primeira testemunha estava com outros funcionários do aeroporto manobrando e posicionando em solo, o avião Boeing 737-500 da United Airlines, voo 446 rota Chicago – Charlotte, Carolina do Norte.

“... eu olhei para cima e vi uma nave pairando no ar, sem fazer nenhum barulho, estava exatamente sobre o portão 17...a tripulação que estava dentro da cabine do avião também viu, pois vi que eles também estavam olhando para a nave... era redonda e girava muito rapidamente, devia estar entre 150 a 300 m de altura. ...dois a três minutos depois de avista-la a nave subiu muito rapidamente através das nuvens”.

Essa testemunha observou que ao menos 15 pessoas viram o OVNI. Dentre elas, estava um mecânico em horário de serviço. Ele ouviu uma conversa pelo rádio, na frequência da United Airlines, onde um piloto descrevia um objeto circular pairando sobre o portão 17. A testemunha conta que no início ele riu e achou graça, mas continuou ouvindo a conversa e o mesmo piloto relatava que o objeto devia estar a uns 200m do solo. Logo após esse comentário a comunicação de rádio foi interrompida e começou uma nova comunicação, desta vez com o controlador de voo que estava relatando a presença de um OVNI sobre o terminal C.

Outra testemunha do lado de fora do portão 17, contou que não conseguia entender o que estava vendo. A principio pensou que talvez fosse um balão meteorológico e imaginou que o aeroporto deveria parar as operações pois ele estava próximo demais dos aviões e podia ocorrer um acidente.

Estou absolutamente convencido de que o objeto tinha entre 1,80 a 3 metros de diâmetro...esférico, metálico de cor escura....elevou-se instantaneamente na direção do leste”.

Um passageiro de um voo que chegava no momento do avistamento contou o que ouviu do piloto:

...nenhum piloto em sã consciência relataria algo assim...seria o mesmo que dizer que viu pequenos gremlins verdes na asa do avião....você não comenta esse tipo de coisa a não ser que queira fazer trabalho burocrático pelo resto de sua carreira”.

Várias pessoas fora do aeroporto também viram o OVNI e descreveram o objeto como sendo em forma de disco, pairando silenciosamente sobre o aeroporto. Em um dado momento o objeto disparou direto para o alto, através das nuvens deixando um buraco oval e azulado nas camadas das nuvens. Depois de alguns instantes o buraco se fechou.

O jornalista do “Chicago Tribune”, Jon Hilkevitch fez uma matéria investigativa sobre o assunto, e contou que o disco ficou visível por mais ou menos 2 minutos. Foi visto muito claramente por 12 funcionários da United Airlines- de pilotos a supervisores – muitos ouviram uma conversa pelo rádio descrevendo o OVNI e saíram correndo para observar o objeto.

Tanto a F.A.A (Federal Aviation Administration) quanto a United Airlines, negaram o fato. Mas, a medida que a notícia foi parar nos jornais e o “Chicago Tribune” resolveu investigar a fundo toda a história. Para apoiar sua investigação, iriam requisitar através do FOIA (Freedom Information Act) o acesso às gravações e transcrições de conversas entre a torre e os pilotos, juntamente com a gravação da ligação em que o supervisor da United Airlines comunica ao encarregado da FAA na torre do aeroporto que há um OVNI sobre o portão 17.

Diante disso, a FAA resolveu abrir uma investigação e acabou por concluir, como na maioria das vezes, que o fenômeno que as testemunhas haviam presenciado não era nada de anormal, era apenas um fenômeno climático, portanto, não fariam maiores investigações sobre o incidente.

Investigadores do fenômeno OVNI, alertaram para o fato de que isso é uma grande contradição da FAA, já que devem zelar pela segurança dos aeroportos e esse tipo de ocorrência é uma questão de falha na segurança. Um objeto pairando à vista de todos, sobre um dos mais movimentados aeroportos do mundo e testemunhado por vários funcionários do aeroporto sendo que pelo menos um deles fez um relato oficial junto a FAA. Como ignorar?

Esse descaso da FAA, deixou muita gente contrariada, principalmente as testemunhas do fato, que ao serem entrevistadas pelo jornal “Chicago Tribune” mostraram seu descontentamento com o fato do órgão federal responsável pela segurança dos aeroportos simplesmente deixar de investigar a questão mais a fundo.

 O evento ocorrido no aeroporto de O'Hare acabou ganhando a atenção da grande mídia e mereceu coberturas nas redes CNN, CBS, MSNBC e Fox News, sem falar na grande cobertura e investigação levada adiante pelo “Chicago Tribune”.

Mas, apesar de todo empenho da imprensa e das testemunhas, o caso acabou sendo mais um na longa lista de relegados ao esquecimento.


domingo, 1 de agosto de 2021

O caso do E.T de Varginha

 

arte: Philipe Kling David

No Brasil, os casos envolvendo OVNIs, sempre causaram polêmica. 

Principalmente porque havia um forte envolvimento de militares. A  Operação Prato (clique no link para o post completo)foi um deles.


Em 1977 já havia um relatório e avistamento envolvendo militares. 
Mas sem dúvida, o caso mais popular foi o do E.T e Varginha. 

Vou relatar o que ocorreu, conforme, declarações das testemunhas e da Prefeitura de Varginha, na pessoa de Estela Torres, Assessora de Comunicação da Prefeitura em 24/06/2006.

 Ela descreveu o incidente, baseada nas declarações do Ministério da Justiça, feitas através da Delegacia da Polícia Federal de Varginha. Hoje, o assunto tornou-se ainda mais incomodo.

 Nem a mídia e muito menos os militares parecem querer abordar o tema.

 Quando  fazem algum comentário, na maioria das vezes, é para desmentir e desacreditar as testemunhas.

Mas sempre é bom lembrar, que dias antes do acontecido em Varginha, já havia relatos sobre OVNIs e estranhas criaturas.

 No dia 13 de janeiro, portanto uma semana antes do incidente, o piloto de um ultra leve, Carlos de Souza, natural de São Paulo, viu um OVNI alongado, sem asas e soltando uma névoa branca.

 Estava a menos de 15 km do trevo que liga a Rodovia Fernão Dias à estrada que leva até Varginha.

 Após alguns quilômetros observando o objeto, o OVNI desapareceu atrás de um morro, na direção de uma fazenda.

 Carlos resolveu seguir o objeto através de uma estrada de terra.

Local onde piloto paulista teria visto a queda do OVNI (foto G1)

 Perto do pasto de uma fazenda ele disse ter visto dois caminhões, um helicóptero e uma ambulância.

 Pôde ainda perceber destroços metálicos espalhados pelo pasto.

 Os destroços eram rapidamente recolhidos por militares.

 Ao ser visto por esses militares, eles mandaram que ele seguisse seu caminho e não ficasse por lá.



Sr. Eurico e Dona Oralina (foto G1)

Na madrugada do dia 20 de janeiro, o senhor Eurico Freitas, fazendeiro na região, afirmou que sua esposa saiu da cama durante à noite, porque ouviu um barulho alto.

 O ruído que ela ouviu era produzido pelos animais da fazenda, que pareciam estar muito assustados.

 Olhando pela janela do quarto, ela viu um objeto de cor cinza, parecendo um submarino (arte acima), que voava lenta e silenciosamente a mais ou menos 5m do chão, e passou pelo pasto.

 O objeto parecia soltar uma espécie de fumaça.

No mesmo dia 20 de janeiro de 1996, logo pela manhã, o Corpo de Bombeiros recebeu um chamado para capturar um animal que estava se escondendo em uma construção no bairro chamado Jardim Andere.

 Os bombeiros deslocaram 6 homens para a captura do animal, que já seguia lentamente em direção a um bosque de eucaliptos, de propriedade do Sr. José Gomes.

 Essa propriedade ficava nas proximidades, logo após a via férrea.

Foram duas horas de procura, sempre observados pelos moradores do bairro. Dentre esses moradores estava o operário da construção que contou, como os bombeiros cercaram e jogam uma rede de couro sobre a criatura, que segundo ele, emite um ruído semelhante ao zumbido de abelhas.

 Logo após, os bombeiros colocam a estranha criatura em uma caixa de madeira, que estava na caçamba de uma caminhonete. O veículo partiu em disparada, rumo à cidade de Três Corações, onde fica a ESA - Escola de Sargentos de Armas.


Algumas horas mais tarde, em outro ponto do bairro estavam três jovens de 16, 14 e 22 anos, respectivamente Liliane Fátima Silva, Valquíria Aparecida Silva e Kátia Andrade Xavier(foto acima).

 Elas passavam por um terreno baldio próximo a uma oficina, na Rua Benvenuto Braz Vieira, a duas quadras do bosque de eucaliptos onde a primeira criatura havia sido capturada pela manhã.

 Elas atravessavam pelo terreno baldio para cortar caminho e chegar mais rápido em suas casas, pois o tempo estava começando a fechar e a chuva poderia cair a qualquer momento.


Ao passar pelo terreno baldio, a menos de 7 m de distância delas, viram uma criatura agachada contra o muro da oficina.

 A criatura tinha braços longos, que mantinha entre as pernas. Puderam perceber que a pele da criatura era de cor marrom escura, parecia coberta por óleo, brilhava como se estivesse untada. Os pés eram muito grandes. Os olhos grandes e saltados, eram circulares e de cor vermelha. Não possuía pálpebras nem íris.

O nariz não passava de dois pequenos orifícios . A boca era delgada e minúscula. A cabeça era grande e com 3 protuberâncias que lembravam pequenos chifres, como diriam as jovens mais tarde.

 A criatura virou a cabeça na direção delas, e então elas se apavoraram pelo aspecto da criatura, que tinha grandes veias arroxeadas e saltadas, que iam até as espáduas.

As jovens saíram gritando em pânico e correram para a casa delas. Contaram o caso para a mãe, Dona Luiza, que correu até o local. Ela não viu a criatura mas percebeu as pegadas no chão. Também sentiu um cheiro forte e estranho no local.

 Logo após o incidente, caiu uma forte chuva de granizo. Assim que a chuva acalmou, 2 policiais militares seguiram até o terreno onde as meninas disseram ter visto a criatura. Encontraram o estranho ser.

 Mesmo estarrecidos diante do aspecto dele, decidiram tira-lo de lá. Nesse momento, o policial Marco Eli Chereze, corre e agarra a criatura pelo braço. Não houve a menor resistência. Ainda confusos com o que viram decidiram levar o “ser” até o Hospital Regional do Sul de Minas, onde ocorreu a imediata interdição de alas. Os pacientes internados foram transferidos para outras alas.

A noite toda houve uma movimentação intensa no Hospital, com um vaivém constante de viaturas da Policia Militar e do Exército. Na madrugada do dia 21, conforme seria descrito por militares, “o material” foi supostamente transferido de ambulância para o Hospital Humanitas. Era o mais bem aparelhado hospital da região e estava situado na periferia da cidade, próximo a Estação Rodoviária.

 A movimentação de viaturas militares prosseguiu no entorno do Hospital. A criatura, só foi retirada de lá no dia 22, por volta das 17:30.

 Algumas testemunhas afirmaram que já estava morta e exalava um forte cheiro de amoníaco.

Conforme descrição de militares, o “material” teria sido retirado e conduzido por um comboio da Escola de Sargento de Armas. Já no dia 23 janeiro, teria seguido para Campinas, São Paulo.

Prof. Palhares

Primeiro passaram na Escola Preparatória de Cadetes e a seguir rumaram para a UNICAMP, Universidade de Campinas, onde o Professor Fortunato Badan Palhares, um conhecido e controverso legista já os esperava.

 Uma equipe foi montada para proceder a uma série de análises. O comboio que levou a criatura, teria voltado vazio para a cidade de Três Corações onde ficava a ESA.

Desse momento em diante, perdem-se todos os rastros da criatura. Mas, alguns fatos que ocorreram logo depois, ainda tornariam o caso mais controverso.

No dia 7 de fevereiro, o policial Marco Eli Chereze, que conforme testemunhas supostamente havia retirado a criatura do terreno, submete-se a uma microcirurgia, efetuada pelo tenente médico Robson Ferreira Melo.

 O procedimento ocorreu na enfermaria do quartel, e a finalidade era retirar uma pústula que se formou em sua axila direita. Nos dias seguintes, Marco passou a ter febre alta e dores pelo corpo. 

Como seu estado de saúde estava piorando rapidamente, ele foi internado no Hospital Bom Pastor. Sem mais demora, ele foi transferido pra o Hospital Regional onde ingressou no CTI (Centro de Terapia Intensiva), onde faleceu no mesmo dia.

 A causa mortis declarada no atestado de óbito, foi insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana. Posteriores exames laboratoriais confirmaram que 8% da cultura das bactérias era desconhecida.

No mês seguinte, em março de 1996, um militar estava em um campo de tiro chamado Atalaia, na ESA, à noite.

 Ele disse que disparou contra um ser de características idênticas ao que havia sido visto pelas meninas.

Ao que tudo indica o militar errou o tiro e a criatura desapareceu na noite.

Zoológico de Varginha ( foto G1)

Na noite do dia 21 de abril de 1996, a senhora Terezinha Gallo Clepf estava na comemoração de um aniversário no restaurante localizado dentro do Zoológico de Varginha.

 Num determinado momento, ela saiu para fumar na varanda do restaurante. Nesse momento ela viu, atrás de uma grade, a cabeça de um ser.

 Ele era idêntico ao descrito pelas jovens do Jardim Andere. A única diferença observada é que o ser visto por Terezinha, estava usando um capacete.

Alguns dias depois do ocorrido, cinco animais do Zoológico, apareceram mortos em circunstâncias misteriosas.

A diretora do Zoo, a Sra. Leila, pediu ao veterinário Dr. Marcos, que retirasse as vísceras dos animais e enviasse ao laboratório de análises em Belo Horizonte. Assim foi feito.

 Foram enviadas para a análise no laboratório da capital mineira, as vísceras da arara, da jaguatirica, de dois veados e da anta.

Quando os resultados chegaram causou muita estranheza que no caso da arara, da jaguatirica e dos veados não fosse possível apurar a causa mortis. No caso da anta, as vísceras apontaram uma intoxicação por substancia cáustica.

Diante desses resultados o mistério, longe de se resolver, só se intensificou.


 No final de abril, mais precisamente no dia 29, Dona Luiza, a mãe de duas das jovens que avistaram a criatura no Jardim Andere, diz ter sofrido uma tentativa de suborno.

Ela foi visitada por quatro homens vestidos com ternos. Eles ofereceram dinheiro em troca do silêncio das meninas. Eles pediram que elas passassem a negar o que tinham visto.

A mãe das meninas preferiu denunciar à imprensa o que tinha ocorrido, e as meninas continuaram falando exatamente o que haviam visto.

No inicio de maio, vários ufólogos se reuniram em Varginha, para discutir o evento ocorrido.

O caso teve ampla cobertura pela imprensa, inclusive a internacional. Nessa época, alguns militares afirmaram que um OVNI havia sido captado por radares brasileiros e norte americanos.

 Sendo que outro militar foi mais longe e afirmou, que em Campinas, no Estado de São Paulo foi feita uma reunião de emergência entre um Ministro de Exército e 25 generais.

 O mais estranho é que nunca havia sido feita uma reunião entre um Ministro de Estado e o Alto Comando, fora de uma Capital. Comentou-se que houve até brigas entre os militares, pois todos queriam ver as estranhas criaturas que estavam em Campinas.



Como o caso ganhou repercussão internacional, acabou chamando a atenção do professor de Psiquiatria da Harvard Medical School, John Mack(foto acima), que desenvolvia um trabalho sério sobre as consequências do ponto de vista psicológico, de encontros entre humanos e alienígenas.

                    

No período que ocorreu o incidente de Varginha, ele se dedicava a entrevistar e analisar casos de pessoas que alegavam ser vitimas de abduções por alienígenas.

 Quando tomou conhecimento do caso de Varginha, ele ficou particularmente interessado ao ver pela TV, entrevistas das jovens, na quais elas descreviam em detalhes, a estranha criatura que haviam visto. Talvez, esse interesse fique mais claro, ao analisar um de seus trabalhos. Nele ele descreve a grande dificuldade de obter das testemunhas de abdução, uma descrição dos alienígenas:

Eu próprio não conhecia a descrição básica até há cerca de quatro anos e meio, cinco anos atrás.

 Normalmente são descritos como sendo de pequena estatura, com grandes cabeças e grandes olhos pretos. Os olhos são a característica mais proeminente.

 Têm uma espécie de nariz rudimentar, narinas, uma fenda como boca, não têm orelhas e têm cerca de 1 metro de altura.

 Por vezes há um médico, ou um líder, o qual é descrito como sendo ligeiramente mais alto, por vezes com rugas na cabeça. Parece ser o ser encarregado do OVNI.

 Tem braços compridos, três ou quatro dedos, pernas delgadas e afuniladas, um peito sem formas e não são vistos órgãos genitais. Ocasionalmente, há figuras maiores, aparentemente humanas, que parecem estar associadas com os pequenos humanoides”.

Ele saiu muito impressionado com o relato das jovens. Elas estavam profundamente traumatizadas principalmente pela aparência do ser que haviam visto.

 Em sua opinião elas estavam dizendo a verdade e não havia dúvida que tinham passado por uma experiência que marcaria profundamente as suas vidas.

Até hoje o mistério continua!


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Luzes de Phoenix ou o imenso triângulo luminoso.

 


Começou por volta das 19:55h,quando um homem em Henderson, Nevada, ligou para a polícia avisando sobre o avistamento de uma enorme e desconhecida nave que voava sobre Henderson e rumava de noroeste para sudeste.

 Tinha a forma de um “V”, com 6 luzes nas laterais e fazendo um barulho que lembrava uma ventania. Era bem grande, do tamanho de um avião Boeing- 747.

Minutos depois, um ex-policial da cidade Paulden, Arizona ligou avisando que ao sair de casa às 20:15h, ele olhou na direção norte e viu algo no céu que lembrava um cacho de luzes avermelhadas e alaranjadas.

 Primeiro um conjunto de quatro luzes juntas e depois outro conjunto de mais cinco luzes seguindo as primeiras. Ele voltou rapidamente para casa e apanhou um binóculo. Ficou observando as luzes até elas desapareceram no horizonte, na direção sul.

Às 20:17h começaram as ligações das testemunhas do fenômeno em Prescott Valley.

 Todos descreviam um objeto sólido, capaz de bloquear a visão do céu estrelado daquela noite. John Kaiser que estava na área externa de sua casa, juntamente com a mulher e os filhos, declarou ter visto no céu, um aglomerado de luzes, que formavam um padrão triangular. Ele afirmou que as luzes eram vermelhas, exceto a da ponta do triângulo, que era branca.

 Os objetos luminosos foram oservados com binóculo, por 2 ou 3 minutos. As luzes se deslocavam em baixa altitude, embora ele não fosse capaz de precisar qual seria. Ele também declarou que não ouviu nenhum tipo de ruído.

 Os objetos seguiram na direção sudeste, até desaparecer no céu noturno. Logo a seguir, seis pessoas em Dewey, a 16 km de Prescott, afirmaram ter visto um enorme amontoado de luzes no céu.

Entre as centenas de pessoas em Prescott Valley, que viram as estranhas luzes, estava a família de Tim Ley. Ele, sua esposa Bobbi, seu filho Hal e o neto Damien Turnidge viram as luzes quando elas ainda estavam a mais ou menos 100 km de distância da casa deles. A princípio, tiveram a impressão que eram cinco luzes separadas, em uma formação que lembrava um arco.

 Mas, a medida que as luzes se aproximavam deles, eles perceberamque se tratava de um objeto com a forma de um “V” invertido. Quando ele parecia estar já próximo da rua onde moravam, Tim teve a impressão de que ele estava a proximadamente 50 metros de altura. Movia-se lenta e silenciosamente, dando a impressão que pairava sobre eles. Sua esposa Bobbi declarou que quando o objeto passou sobre eles, perceberam que era realmente imenso e isso foi assustador.

 Enquanto o lado direito do “V” estava sobre a casa deles, o lado esquerdo estava a alguns quarteirões de distância.

Em Glendale, entre 20:30h a 20:45h, outras testemunhas afirmaram ter visto um imenso objeto passar sobre suas cabeças e ser levemente obscurecido pelas finas nuvens que havia no céu.

Logo depois, já na área de Phoenix, Bill Greiner, um motorista de caminhão betoneira, que descia a encosta norte, afirmou que viu um grupo de luzes:

Eu nunca mais serei o mesmo, depois disto. Antes, se alguém me falasse sobre ter visto um UFO, eu diria

- Yeah, e eu acredito na Fada do Dente!

Mas agora, eu tenho uma nova visão sobre isso, e apesar de ser apenas um tolo motorista de caminhão, eu estou certo que vi algo que não pertence a este mundo”.

Já fora dos limites de Phoenix, em Kingman, um jovem que se dirigia para Los Angeles, chamou a polícia desde um telefone público. Ele queria informar que estava vendo:

 “ um enorme amontoado de estrelas que se moviam lentamente pelo céu, na direção norte

Foram centenas de telefones e muitas testemunhas assustadas com o que viam. Falavam da enorme nave em forma de “V“, com muitas luzes e que voava silenciosamente.

Algumas testemunhas eram enfáticas ao descrever o tamanho dela como sendo equivalente a vários campos de futebol ou de mais ou menos 1,5 km de largura. Essa seria a medida de uma ponta a outra do “V”.

Nos dias seguintes o assunto não saia das páginas dos jornais. Esse evento passou a ser conhecido como “ as luzes de Phoenix”.

Uma das reportagens, foi primeira página do “USToday”. As ilustrações eram baseadas em desenhos das testemunhas.

Logo a seguir vieram coberturas completas das redes NBC e da ABC. Anos depois, o incidente ainda era motivo de documentários no Discovery Channel e no History Channel.

Alguns videos amadores também apareceram e embora de baixa qualidade, foram apresentados à exaustão na televisão. Uma pequena rede de TV, a KSAZ, mostrou um vídeo feito por Richard Curtis, onde se podia ver a imensa nave e as luzes, mas infelizmente o vídeo se perdeu.

Agora usando um pouco da imaginação e partindo para a especulação eu pergunto: O vídeo revelador foi perdido ou teria sido confiscado???

A explicação oficial apresentada após o incidente, causou mais confusão e muito descontentamento entre a população. As testemunhas se sentiram ridicularizadas e ofendidas com a explicação oferecida.

Logo após o evento que ficou conhecido como “luzes de Phoenix” o então Govenador do Arizona, Fife Symington III, convocou uma entrevista coletiva na qual declarou:

...nós encontramos o responsável !

Ao dizer isso, trouxe para diante das camêras um de seus assessores vestido como uma fantasia de alíenigena. Todos os presentes riram muito da “piada”. Mas, o mesmo não ocorreu com as pessoas que de fato testemunharam o ocorrido. Elas haviam visto algo grandioso e 100% real.

 Portanto, esperavam respeito por parte das autoridades. Mais ainda, esperavam respostas, pois diante do que haviam testemunhado, sentiam-se inseguras. Afinal, uma nave gigantesca, de origem desconhecida, passeou por suas cabeças sem sequer ser incomodada. Isso deixou muito claro para essas pessoas, que as autoridades encarregadas de protegê-las não tinham a menor condição de faze-lo.

A brincadeira do Governador irritou muito as testemunhas do caso. Elas esperavam respostas convincentes, pois embora não conhecessem a origem do que haviam visto, sabiam perfeitamente que era bem real.

Frances Barwod, que em 1997 trabalhava na Prefeitura de Phoenix, contou que naquele tempo, ela conduziu uma investigação sobre o evento, onde mais de 700 testemunhas se apresentaram e foram entrevistadas. Isso nos dá uma ideia da mobilização provocada pelo evento das luzes. Mas, segundo ela:

 “ O Governo nunca entrevistou uma pessoa sequer”.

Para atender o clamor popular por respostas, as explicações começaram a parecer. Na verdade, pareciam mais tentativas de desviar o foco para a questão central.

A Força Aérea explicou que foram lançados fogos artifício, como parte de um treinamento da Base de Luke. Os fogos foram lançados por quatro naves A-10 Warthog. As luzes dos fogos podiam ser vistas de Phoenix, e ao queimar pareciam flutuar. Depois caiam lentamente, criando um efeito de arco.

 O piloto, o Tenente Coronel Ed Jones, da Guarda Nacional do Ar de Maryland, afirmou que de fato voou aquela noite e disparou os fogos, como parte de um exercício militar.

 Na verdade, os tais fogos criavam um efeito de luz semelhante às luzes quando vistas à distância, mas não conseguiam explicar o fato de que os fogos haviam sido lançados às 22:00 horas enquanto que os eventos envolvendo as “luzes” e a gigantesca nave tringular começaram a ser vistos antes das 20:00 horas.

 Essas explicações não covenceram as testemunhas oculares do fato. Havia um lapso de duas horas entre os eventos que não fazia sentido.

Anos depois, em 2007, o já ex-governador Fife Symington III, declarou que se sentia constrangido pelas declarações que fizera, logo após o ocorrido no evento das luzes.

Na verdade, ele veio a público e explicou em diversas entrevistas que ele também vira claramente:

...uma das naves de origem desconhecida... era enorme e inexplicável. Quem poderia saber de onde vem? Muitas pessoas viram e eu também vi. Foi dramático. Não poderiam ser os fogos porque eram simétricos demais. Mantinha uma linha geométrica e a forma era constante”.

Logo depois, ele ainda completou:

...eu sou um piloto e conheço cada máquina que voa. Aquilo era maior do que tudo que eu já tinha visto. Ainda é um grande mistério. Outras pessoas também viram, eram pessoas de respeito. Eu não sei porque as pessoas podem ridiculariza-las”.

Ele repetiu essa declaração diversas vezes. Ainda participou como mediador em debates sobre o fenômeno UFO.

 Fez parte de um documentário para o History Channel, juntamente com as testemunhas do evento contando sua experiência e deu uma longa entrevista a Anderson Cooper, na rede CNN, onde reafirmava o que havia visto.

Ele viu a mesma nave que milhares de pessoas haviam visto por mais de meia hora, na noite de março de 1997. Uma nave triagular em forma de “V” ou “ boomerang”.

A nave possuía luzes e foi atravessando lentamente, a baixa altitude o céu do estado do Arizona. Essas testemunhas, que como o ex governador, ficaram chocadas com o tamanho da nave que segundo elas, era maior que “muitos campos de futebol “ ou que tinha “mais de um quilometro”.

As declarações dele parecem indicar que o espetáculo constrangedor montado por ele, juntamente com seu assessor vestido de alienígena, logo após os eventos das “luzes de Phoenix”, deve ter sido uma infeliz ideia, que partiu das mesmas “pessoas” que resolveram fazer um exercício com fogos, tentando desviar a atenção e criar uma falsa explicação para o que ocorrera naquela noite.

O mistério continua!