terça-feira, 24 de agosto de 2021

Oumuamua, o viajante alienígena.

 


Em 2017 um grande objeto foi observado.

Em forma de charuto, ele se  deslocava muito rapidamente através do nosso Sistema Solar. Calcularam que a velocidade passava de  impressionantes 87,3 km por segundo, numa trajetória hiperbólica.

A forma e o deslocamento pareciam totalmente bizarros.

 Logo, aquele ponto de luz visto ao telescópio chamou a atenção dos astrônomos.

Foi chamado  "Oumuamua" .

Uma palavra havaiana que significa "um mensageiro de longe que chega primeiro"

Observando o objeto, concluíram que ele era bem alongado devido as dramáticas variações de brilho conforme ele se movia pelo espaço. Também notaram que muito provavelmente ele deveria expelir gases através de orifícios em sua superfície, aumentando sua velocidade, como se fossem jatos propulsores.

Calculam que ele era mais circular, com placas de gelo ao seu redor, dando a ele a aparência de uma panqueca, mas, ao aproximar-se do Sol, foi perdendo essas placas e mantendo apenas seu núcleo mais rochoso.

Esse objeto foi chamado de asteroide, de cometa e até de um pedaço de um exoplaneta que entrou no Sistema Solar.

Mas, a hipótese que mais chamou a atenção, foi sem dúvida, a de que

o objeto, era na verdade, uma sonda alienígena, alimentada pela luz das estrelas, uma "vela solar". 

Pela trajetória ao contornar o sol, deduziram que ele veio de fora do nosso Sistema Solar. 

Calculam que ele tenha mais ou menos 400m de comprimento por 40 de largura. 

Na verdade os cientistas, nunca tinham visto nada parecido.

 Ele segue sua trajetória "tombando" pelo espaço.

 Veja na animação abaixo, produzida pela NASA.

Fonte : NASA/JPL-Caltech

Em movimento de rotação completa que leva mais ou menos 7 horas. Rodando de ponta a ponta.

Avi Loeb, da Universidade de Harvard, lançou uma teoria inovadora sobre o que é o Oumuamua. Ele contesta outros cientistas que preferem apenas comparar o Oumuamua a outros fenômenos conhecidos. No seu caso ele prefere manter a mente aberta.

Acredita que a natureza do objeto é artificial. Algo de uma civilização alienígena. Baseia sua tese em que se ele não é um cometa ou um asteroide, é algo nunca visto antes. Não há como compara-lo a nada, e não podemos simplesmente presumir que seja algo que se pareça com o que já conhecemos. Precisamos manter todas as hipóteses sobre a mesa e coletar o máximo de informação possível.


Para mim, parece bastante sábio, abrir todo um leque de possibilidades e estuda-las mais profundamente.

 Nada deve ser descartado baseados em um julgamento apressado ou guiados apenas pelo que já se conhece.

Ainda não sabemos quase nada do universo.
 Por que não acolher novas hipóteses que tentam explicar

 o que não ainda entendemos?

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