arte: Philipe Kling David
No Brasil, os casos envolvendo OVNIs, sempre causaram polêmica.
Principalmente porque havia um forte envolvimento de militares. A Operação Prato (clique no link para o post completo)foi um deles.
Em 1977 já havia um relatório e avistamento envolvendo militares.
Mas sem dúvida, o caso mais popular foi o do E.T e Varginha.
Vou relatar o que ocorreu, conforme, declarações das testemunhas e da Prefeitura de Varginha, na pessoa de
Estela Torres, Assessora de Comunicação da Prefeitura em
24/06/2006. Ela descreveu o incidente, baseada nas declarações do
Ministério da Justiça, feitas através da Delegacia da Polícia
Federal de Varginha. Hoje, o assunto tornou-se ainda mais incomodo.
Nem a mídia e muito menos os militares parecem querer abordar o
tema.
Quando fazem algum comentário, na maioria das vezes, é para desmentir e desacreditar as testemunhas.
Mas sempre é bom lembrar, que dias antes do acontecido em Varginha, já havia relatos sobre OVNIs e estranhas criaturas.
No
dia 13 de janeiro, portanto uma semana antes do incidente, o piloto
de um ultra leve, Carlos de Souza, natural de São Paulo, viu um
OVNI alongado, sem asas e soltando uma névoa branca.
Estava a
menos de 15 km do trevo que liga a Rodovia Fernão Dias à estrada
que leva até Varginha.
Após alguns quilômetros observando o
objeto, o OVNI desapareceu atrás de um morro, na direção de uma
fazenda.
Carlos resolveu seguir o objeto através de uma estrada de
terra.

Local onde piloto paulista teria visto a queda do OVNI (foto G1)
Perto do pasto de uma fazenda ele disse ter visto dois
caminhões, um helicóptero e uma ambulância.
Pôde ainda perceber
destroços metálicos espalhados pelo pasto.
Os destroços eram rapidamente recolhidos por militares.
Ao ser visto por esses militares, eles
mandaram que ele seguisse seu caminho e não ficasse por lá.
Sr. Eurico e Dona Oralina (foto G1)
Na
madrugada do dia 20 de janeiro, o senhor Eurico Freitas, fazendeiro
na região, afirmou que sua esposa saiu da cama durante à noite,
porque ouviu um barulho alto.
O ruído que ela ouviu era produzido
pelos animais da fazenda, que pareciam estar muito assustados.

Olhando pela janela do quarto, ela viu um objeto de cor cinza,
parecendo um submarino (arte acima), que voava lenta e silenciosamente a mais ou
menos 5m do chão, e passou pelo pasto.
O objeto parecia soltar uma
espécie de fumaça.
No
mesmo dia 20 de janeiro de 1996, logo pela manhã, o Corpo de
Bombeiros recebeu um chamado para capturar um animal que estava se
escondendo em uma construção no bairro chamado Jardim Andere.
Os
bombeiros deslocaram 6 homens para a captura do animal, que já
seguia lentamente em direção a um bosque de eucaliptos, de
propriedade do Sr. José Gomes.
Essa propriedade ficava nas
proximidades, logo após a via férrea.
Foram
duas horas de procura, sempre observados pelos moradores do bairro.
Dentre esses moradores estava o operário da construção que contou,
como os bombeiros cercaram e jogam uma rede de couro sobre a
criatura, que segundo ele, emite um ruído semelhante ao zumbido de
abelhas.
Logo após, os bombeiros colocam a estranha criatura em uma
caixa de madeira, que estava na caçamba de uma caminhonete. O
veículo partiu em disparada, rumo à cidade de Três Corações, onde
fica a ESA - Escola de Sargentos de Armas.
Algumas
horas mais tarde, em outro ponto do bairro estavam três jovens de 16,
14 e 22 anos, respectivamente Liliane Fátima Silva, Valquíria
Aparecida Silva e Kátia Andrade Xavier(foto acima).
Elas passavam por um terreno
baldio próximo a uma oficina, na Rua Benvenuto Braz Vieira, a duas
quadras do bosque de eucaliptos onde a primeira criatura havia sido
capturada pela manhã.
Elas atravessavam pelo terreno baldio para
cortar caminho e chegar mais rápido em suas casas, pois o tempo
estava começando a fechar e a chuva poderia cair a qualquer momento.
Ao
passar pelo terreno baldio, a menos de 7 m de distância delas, viram
uma criatura agachada contra o muro da oficina.
A criatura tinha
braços longos, que mantinha entre as pernas. Puderam perceber que a
pele da criatura era de cor marrom escura, parecia coberta por óleo,
brilhava como se estivesse untada. Os pés eram muito grandes. Os
olhos grandes e saltados, eram circulares e de cor vermelha. Não
possuía pálpebras nem íris.
O nariz não passava de dois
pequenos orifícios . A boca era delgada e minúscula. A cabeça era
grande e com 3 protuberâncias que lembravam pequenos chifres, como
diriam as jovens mais tarde.
A criatura virou a cabeça na direção
delas, e então elas se apavoraram pelo aspecto da criatura, que
tinha grandes veias arroxeadas e saltadas, que iam até as espáduas.
As
jovens saíram gritando em pânico e correram para a casa delas.
Contaram o caso para a mãe, Dona Luiza, que correu até o local. Ela
não viu a criatura mas percebeu as pegadas no chão. Também sentiu
um cheiro forte e estranho no local.
Logo após o incidente, caiu uma
forte chuva de granizo. Assim que a chuva acalmou, 2 policiais
militares seguiram até o terreno onde as meninas disseram ter visto
a criatura. Encontraram o estranho ser.
Mesmo estarrecidos diante do
aspecto dele, decidiram tira-lo de lá. Nesse momento, o policial
Marco Eli Chereze, corre e agarra a criatura pelo braço. Não houve
a menor resistência. Ainda confusos com o que viram decidiram levar
o “ser” até o Hospital Regional do Sul de Minas, onde ocorreu a
imediata interdição de alas. Os pacientes internados foram
transferidos para outras alas.
A
noite toda houve uma movimentação intensa no Hospital, com um
vaivém constante de viaturas da Policia Militar e do Exército. Na
madrugada do dia 21, conforme seria descrito por militares, “o
material” foi supostamente transferido de ambulância para o
Hospital Humanitas. Era o mais bem aparelhado hospital da região e
estava situado na periferia da cidade, próximo a Estação
Rodoviária.
A movimentação de viaturas militares prosseguiu no
entorno do Hospital. A criatura, só foi retirada de lá no dia 22,
por volta das 17:30.
Algumas testemunhas afirmaram que já estava
morta e exalava um forte cheiro de amoníaco.
Conforme
descrição de militares, o “material” teria sido retirado e
conduzido por um comboio da Escola de Sargento de Armas. Já no dia
23 janeiro, teria seguido para Campinas, São Paulo.
Prof. Palhares
Primeiro
passaram na Escola Preparatória de Cadetes e a seguir rumaram para a
UNICAMP, Universidade de Campinas, onde o Professor Fortunato Badan
Palhares, um conhecido e controverso legista já os esperava.
Uma
equipe foi montada para proceder a uma série de análises. O comboio
que levou a criatura, teria voltado vazio para a cidade de Três
Corações onde ficava a ESA.
Desse
momento em diante, perdem-se todos os rastros da criatura. Mas,
alguns fatos que ocorreram logo depois, ainda tornariam o caso mais
controverso.
No
dia 7 de fevereiro, o policial Marco Eli Chereze, que conforme
testemunhas supostamente havia retirado a criatura do terreno,
submete-se a uma microcirurgia, efetuada pelo tenente médico Robson
Ferreira Melo.
O procedimento ocorreu na enfermaria do quartel, e a
finalidade era retirar uma pústula que se formou em sua axila
direita. Nos dias seguintes, Marco passou a ter febre alta e dores
pelo corpo.
Como seu estado de saúde estava piorando rapidamente,
ele foi internado no Hospital Bom Pastor. Sem mais demora, ele foi
transferido pra o Hospital Regional onde ingressou no CTI (Centro de
Terapia Intensiva), onde faleceu no mesmo dia.
A causa
mortis declarada no atestado de
óbito, foi insuficiência respiratória aguda, septicemia e
pneumonia bacteriana. Posteriores exames laboratoriais confirmaram
que 8% da cultura das bactérias era desconhecida.
No
mês seguinte, em março de 1996, um militar estava em um campo de
tiro chamado Atalaia, na ESA, à noite.
Ele disse que disparou contra
um ser de características idênticas ao que havia sido visto pelas
meninas.
Ao que tudo indica o militar errou o tiro e a criatura
desapareceu na noite.
Zoológico de Varginha ( foto G1)
Na
noite do dia 21 de abril de 1996, a senhora Terezinha Gallo Clepf
estava na comemoração de um aniversário no restaurante localizado
dentro do Zoológico de Varginha.
Num determinado momento, ela saiu
para fumar na varanda do restaurante. Nesse momento ela viu, atrás de
uma grade, a cabeça de um ser.
Ele era idêntico ao descrito pelas
jovens do Jardim Andere. A única diferença observada é que o ser
visto por Terezinha, estava usando um capacete.
Alguns
dias depois do ocorrido, cinco animais do Zoológico, apareceram
mortos em circunstâncias misteriosas.
A diretora do Zoo, a Sra.
Leila, pediu ao veterinário Dr. Marcos, que retirasse as vísceras
dos animais e enviasse ao laboratório de análises em Belo
Horizonte. Assim foi feito.
Foram enviadas para a análise no
laboratório da capital mineira, as vísceras da arara, da
jaguatirica, de dois veados e da anta.
Quando
os resultados chegaram causou muita estranheza que no caso da arara,
da jaguatirica e dos veados não fosse possível apurar a
causa mortis. No caso da anta,
as vísceras apontaram uma intoxicação por substancia cáustica.
Diante
desses resultados o mistério, longe de se resolver, só se intensificou.
No final de abril, mais
precisamente no dia 29, Dona Luiza, a mãe de duas das jovens que
avistaram a criatura no Jardim Andere, diz ter sofrido uma tentativa
de suborno.Ela foi visitada por quatro homens vestidos com ternos.
Eles ofereceram dinheiro em troca do silêncio das meninas. Eles
pediram que elas passassem a negar o que tinham visto.
A mãe das
meninas preferiu denunciar à imprensa o que tinha ocorrido, e as
meninas continuaram falando exatamente o que haviam visto.
No
inicio de maio, vários ufólogos se reuniram em Varginha, para
discutir o evento ocorrido.
O
caso teve ampla cobertura pela imprensa, inclusive a internacional.
Nessa época, alguns militares afirmaram que um OVNI havia sido
captado por radares brasileiros e norte americanos.
Sendo que outro
militar foi mais longe e afirmou, que em Campinas, no Estado de São
Paulo foi feita uma reunião de emergência entre um Ministro de
Exército e 25 generais.
O mais estranho é que nunca havia sido
feita uma reunião entre um Ministro de Estado e o Alto Comando, fora
de uma Capital. Comentou-se que houve até brigas entre os militares,
pois todos queriam ver as estranhas criaturas que estavam em
Campinas.
Como
o caso ganhou repercussão internacional, acabou chamando a atenção
do professor de Psiquiatria da Harvard Medical School, John Mack(foto acima), que
desenvolvia um trabalho sério sobre as consequências do ponto de
vista psicológico, de encontros entre humanos e alienígenas.
No
período que ocorreu o incidente de Varginha, ele se dedicava a
entrevistar e analisar casos de pessoas que alegavam ser vitimas de
abduções por alienígenas.
Quando tomou conhecimento do caso de
Varginha, ele ficou particularmente interessado ao ver pela TV,
entrevistas das jovens, na quais elas descreviam em detalhes, a
estranha criatura que haviam visto. Talvez, esse interesse fique mais
claro, ao analisar um de seus trabalhos. Nele ele descreve a grande
dificuldade de obter das testemunhas de abdução, uma descrição
dos alienígenas:
“Eu
próprio não conhecia a descrição básica até há cerca de quatro
anos e meio, cinco anos atrás.
Normalmente são descritos como sendo
de pequena estatura, com grandes cabeças e grandes olhos pretos. Os
olhos são a característica mais proeminente.
Têm uma espécie de
nariz rudimentar, narinas, uma fenda como boca, não têm orelhas e
têm cerca de 1 metro de altura.
Por vezes há um médico, ou um
líder, o qual é descrito como sendo ligeiramente mais alto, por
vezes com rugas na cabeça. Parece ser o ser encarregado do OVNI.
Tem braços compridos, três ou quatro dedos, pernas delgadas e
afuniladas, um peito sem formas e não são vistos órgãos genitais.
Ocasionalmente, há figuras maiores, aparentemente humanas, que
parecem estar associadas com os pequenos humanoides”.
Ele
saiu muito impressionado com o relato das jovens. Elas estavam
profundamente traumatizadas principalmente pela aparência do ser que
haviam visto.
Em sua opinião elas estavam dizendo a verdade e não
havia dúvida que tinham passado por uma experiência que marcaria
profundamente as suas vidas.
Até hoje o mistério continua!