domingo, 1 de agosto de 2021

O caso do E.T de Varginha

 

arte: Philipe Kling David

No Brasil, os casos envolvendo OVNIs, sempre causaram polêmica. 

Principalmente porque havia um forte envolvimento de militares. A  Operação Prato (clique no link para o post completo)foi um deles.


Em 1977 já havia um relatório e avistamento envolvendo militares. 
Mas sem dúvida, o caso mais popular foi o do E.T e Varginha. 

Vou relatar o que ocorreu, conforme, declarações das testemunhas e da Prefeitura de Varginha, na pessoa de Estela Torres, Assessora de Comunicação da Prefeitura em 24/06/2006.

 Ela descreveu o incidente, baseada nas declarações do Ministério da Justiça, feitas através da Delegacia da Polícia Federal de Varginha. Hoje, o assunto tornou-se ainda mais incomodo.

 Nem a mídia e muito menos os militares parecem querer abordar o tema.

 Quando  fazem algum comentário, na maioria das vezes, é para desmentir e desacreditar as testemunhas.

Mas sempre é bom lembrar, que dias antes do acontecido em Varginha, já havia relatos sobre OVNIs e estranhas criaturas.

 No dia 13 de janeiro, portanto uma semana antes do incidente, o piloto de um ultra leve, Carlos de Souza, natural de São Paulo, viu um OVNI alongado, sem asas e soltando uma névoa branca.

 Estava a menos de 15 km do trevo que liga a Rodovia Fernão Dias à estrada que leva até Varginha.

 Após alguns quilômetros observando o objeto, o OVNI desapareceu atrás de um morro, na direção de uma fazenda.

 Carlos resolveu seguir o objeto através de uma estrada de terra.

Local onde piloto paulista teria visto a queda do OVNI (foto G1)

 Perto do pasto de uma fazenda ele disse ter visto dois caminhões, um helicóptero e uma ambulância.

 Pôde ainda perceber destroços metálicos espalhados pelo pasto.

 Os destroços eram rapidamente recolhidos por militares.

 Ao ser visto por esses militares, eles mandaram que ele seguisse seu caminho e não ficasse por lá.



Sr. Eurico e Dona Oralina (foto G1)

Na madrugada do dia 20 de janeiro, o senhor Eurico Freitas, fazendeiro na região, afirmou que sua esposa saiu da cama durante à noite, porque ouviu um barulho alto.

 O ruído que ela ouviu era produzido pelos animais da fazenda, que pareciam estar muito assustados.

 Olhando pela janela do quarto, ela viu um objeto de cor cinza, parecendo um submarino (arte acima), que voava lenta e silenciosamente a mais ou menos 5m do chão, e passou pelo pasto.

 O objeto parecia soltar uma espécie de fumaça.

No mesmo dia 20 de janeiro de 1996, logo pela manhã, o Corpo de Bombeiros recebeu um chamado para capturar um animal que estava se escondendo em uma construção no bairro chamado Jardim Andere.

 Os bombeiros deslocaram 6 homens para a captura do animal, que já seguia lentamente em direção a um bosque de eucaliptos, de propriedade do Sr. José Gomes.

 Essa propriedade ficava nas proximidades, logo após a via férrea.

Foram duas horas de procura, sempre observados pelos moradores do bairro. Dentre esses moradores estava o operário da construção que contou, como os bombeiros cercaram e jogam uma rede de couro sobre a criatura, que segundo ele, emite um ruído semelhante ao zumbido de abelhas.

 Logo após, os bombeiros colocam a estranha criatura em uma caixa de madeira, que estava na caçamba de uma caminhonete. O veículo partiu em disparada, rumo à cidade de Três Corações, onde fica a ESA - Escola de Sargentos de Armas.


Algumas horas mais tarde, em outro ponto do bairro estavam três jovens de 16, 14 e 22 anos, respectivamente Liliane Fátima Silva, Valquíria Aparecida Silva e Kátia Andrade Xavier(foto acima).

 Elas passavam por um terreno baldio próximo a uma oficina, na Rua Benvenuto Braz Vieira, a duas quadras do bosque de eucaliptos onde a primeira criatura havia sido capturada pela manhã.

 Elas atravessavam pelo terreno baldio para cortar caminho e chegar mais rápido em suas casas, pois o tempo estava começando a fechar e a chuva poderia cair a qualquer momento.


Ao passar pelo terreno baldio, a menos de 7 m de distância delas, viram uma criatura agachada contra o muro da oficina.

 A criatura tinha braços longos, que mantinha entre as pernas. Puderam perceber que a pele da criatura era de cor marrom escura, parecia coberta por óleo, brilhava como se estivesse untada. Os pés eram muito grandes. Os olhos grandes e saltados, eram circulares e de cor vermelha. Não possuía pálpebras nem íris.

O nariz não passava de dois pequenos orifícios . A boca era delgada e minúscula. A cabeça era grande e com 3 protuberâncias que lembravam pequenos chifres, como diriam as jovens mais tarde.

 A criatura virou a cabeça na direção delas, e então elas se apavoraram pelo aspecto da criatura, que tinha grandes veias arroxeadas e saltadas, que iam até as espáduas.

As jovens saíram gritando em pânico e correram para a casa delas. Contaram o caso para a mãe, Dona Luiza, que correu até o local. Ela não viu a criatura mas percebeu as pegadas no chão. Também sentiu um cheiro forte e estranho no local.

 Logo após o incidente, caiu uma forte chuva de granizo. Assim que a chuva acalmou, 2 policiais militares seguiram até o terreno onde as meninas disseram ter visto a criatura. Encontraram o estranho ser.

 Mesmo estarrecidos diante do aspecto dele, decidiram tira-lo de lá. Nesse momento, o policial Marco Eli Chereze, corre e agarra a criatura pelo braço. Não houve a menor resistência. Ainda confusos com o que viram decidiram levar o “ser” até o Hospital Regional do Sul de Minas, onde ocorreu a imediata interdição de alas. Os pacientes internados foram transferidos para outras alas.

A noite toda houve uma movimentação intensa no Hospital, com um vaivém constante de viaturas da Policia Militar e do Exército. Na madrugada do dia 21, conforme seria descrito por militares, “o material” foi supostamente transferido de ambulância para o Hospital Humanitas. Era o mais bem aparelhado hospital da região e estava situado na periferia da cidade, próximo a Estação Rodoviária.

 A movimentação de viaturas militares prosseguiu no entorno do Hospital. A criatura, só foi retirada de lá no dia 22, por volta das 17:30.

 Algumas testemunhas afirmaram que já estava morta e exalava um forte cheiro de amoníaco.

Conforme descrição de militares, o “material” teria sido retirado e conduzido por um comboio da Escola de Sargento de Armas. Já no dia 23 janeiro, teria seguido para Campinas, São Paulo.

Prof. Palhares

Primeiro passaram na Escola Preparatória de Cadetes e a seguir rumaram para a UNICAMP, Universidade de Campinas, onde o Professor Fortunato Badan Palhares, um conhecido e controverso legista já os esperava.

 Uma equipe foi montada para proceder a uma série de análises. O comboio que levou a criatura, teria voltado vazio para a cidade de Três Corações onde ficava a ESA.

Desse momento em diante, perdem-se todos os rastros da criatura. Mas, alguns fatos que ocorreram logo depois, ainda tornariam o caso mais controverso.

No dia 7 de fevereiro, o policial Marco Eli Chereze, que conforme testemunhas supostamente havia retirado a criatura do terreno, submete-se a uma microcirurgia, efetuada pelo tenente médico Robson Ferreira Melo.

 O procedimento ocorreu na enfermaria do quartel, e a finalidade era retirar uma pústula que se formou em sua axila direita. Nos dias seguintes, Marco passou a ter febre alta e dores pelo corpo. 

Como seu estado de saúde estava piorando rapidamente, ele foi internado no Hospital Bom Pastor. Sem mais demora, ele foi transferido pra o Hospital Regional onde ingressou no CTI (Centro de Terapia Intensiva), onde faleceu no mesmo dia.

 A causa mortis declarada no atestado de óbito, foi insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana. Posteriores exames laboratoriais confirmaram que 8% da cultura das bactérias era desconhecida.

No mês seguinte, em março de 1996, um militar estava em um campo de tiro chamado Atalaia, na ESA, à noite.

 Ele disse que disparou contra um ser de características idênticas ao que havia sido visto pelas meninas.

Ao que tudo indica o militar errou o tiro e a criatura desapareceu na noite.

Zoológico de Varginha ( foto G1)

Na noite do dia 21 de abril de 1996, a senhora Terezinha Gallo Clepf estava na comemoração de um aniversário no restaurante localizado dentro do Zoológico de Varginha.

 Num determinado momento, ela saiu para fumar na varanda do restaurante. Nesse momento ela viu, atrás de uma grade, a cabeça de um ser.

 Ele era idêntico ao descrito pelas jovens do Jardim Andere. A única diferença observada é que o ser visto por Terezinha, estava usando um capacete.

Alguns dias depois do ocorrido, cinco animais do Zoológico, apareceram mortos em circunstâncias misteriosas.

A diretora do Zoo, a Sra. Leila, pediu ao veterinário Dr. Marcos, que retirasse as vísceras dos animais e enviasse ao laboratório de análises em Belo Horizonte. Assim foi feito.

 Foram enviadas para a análise no laboratório da capital mineira, as vísceras da arara, da jaguatirica, de dois veados e da anta.

Quando os resultados chegaram causou muita estranheza que no caso da arara, da jaguatirica e dos veados não fosse possível apurar a causa mortis. No caso da anta, as vísceras apontaram uma intoxicação por substancia cáustica.

Diante desses resultados o mistério, longe de se resolver, só se intensificou.


 No final de abril, mais precisamente no dia 29, Dona Luiza, a mãe de duas das jovens que avistaram a criatura no Jardim Andere, diz ter sofrido uma tentativa de suborno.

Ela foi visitada por quatro homens vestidos com ternos. Eles ofereceram dinheiro em troca do silêncio das meninas. Eles pediram que elas passassem a negar o que tinham visto.

A mãe das meninas preferiu denunciar à imprensa o que tinha ocorrido, e as meninas continuaram falando exatamente o que haviam visto.

No inicio de maio, vários ufólogos se reuniram em Varginha, para discutir o evento ocorrido.

O caso teve ampla cobertura pela imprensa, inclusive a internacional. Nessa época, alguns militares afirmaram que um OVNI havia sido captado por radares brasileiros e norte americanos.

 Sendo que outro militar foi mais longe e afirmou, que em Campinas, no Estado de São Paulo foi feita uma reunião de emergência entre um Ministro de Exército e 25 generais.

 O mais estranho é que nunca havia sido feita uma reunião entre um Ministro de Estado e o Alto Comando, fora de uma Capital. Comentou-se que houve até brigas entre os militares, pois todos queriam ver as estranhas criaturas que estavam em Campinas.



Como o caso ganhou repercussão internacional, acabou chamando a atenção do professor de Psiquiatria da Harvard Medical School, John Mack(foto acima), que desenvolvia um trabalho sério sobre as consequências do ponto de vista psicológico, de encontros entre humanos e alienígenas.

                    

No período que ocorreu o incidente de Varginha, ele se dedicava a entrevistar e analisar casos de pessoas que alegavam ser vitimas de abduções por alienígenas.

 Quando tomou conhecimento do caso de Varginha, ele ficou particularmente interessado ao ver pela TV, entrevistas das jovens, na quais elas descreviam em detalhes, a estranha criatura que haviam visto. Talvez, esse interesse fique mais claro, ao analisar um de seus trabalhos. Nele ele descreve a grande dificuldade de obter das testemunhas de abdução, uma descrição dos alienígenas:

Eu próprio não conhecia a descrição básica até há cerca de quatro anos e meio, cinco anos atrás.

 Normalmente são descritos como sendo de pequena estatura, com grandes cabeças e grandes olhos pretos. Os olhos são a característica mais proeminente.

 Têm uma espécie de nariz rudimentar, narinas, uma fenda como boca, não têm orelhas e têm cerca de 1 metro de altura.

 Por vezes há um médico, ou um líder, o qual é descrito como sendo ligeiramente mais alto, por vezes com rugas na cabeça. Parece ser o ser encarregado do OVNI.

 Tem braços compridos, três ou quatro dedos, pernas delgadas e afuniladas, um peito sem formas e não são vistos órgãos genitais. Ocasionalmente, há figuras maiores, aparentemente humanas, que parecem estar associadas com os pequenos humanoides”.

Ele saiu muito impressionado com o relato das jovens. Elas estavam profundamente traumatizadas principalmente pela aparência do ser que haviam visto.

 Em sua opinião elas estavam dizendo a verdade e não havia dúvida que tinham passado por uma experiência que marcaria profundamente as suas vidas.

Até hoje o mistério continua!


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