quinta-feira, 19 de agosto de 2021

O Vaticano e os OVNIS




"...e então nós saímos para ver estrelas”. (Dante)

Assim como sugere Dante, os astrônomos tornam esse ato, sua missão. No Vaticano, através do Observatório do Vaticano (foto abaixo) e do potente telescópio denominado "Lucífer" (foto acima), dirigido pelo Padre José Gabriel Funes, eles vão mais além.

 Dentro de um meio religioso conservador como é a Igreja Católica, normalmente avessa às novidades, encontramos a mais incrível e vanguardista visão da ciência.



Estudam o Universo sem preconceitos e se mantém abertos às novas descobertas, inclusive buscando vida em outros planetas. Um sopro de ar fresco, diante da atitude mais fechada dos governos, com relação ao fenômeno OVNI.

Em entrevistas ou artigos para o L'Osservatore Romano, o Padre José Gabriel reforça suas teses baseadas em observações das estrelas, com deliciosas pitadas de forte crença religiosa.

Na entrevista à Francesco M. Valente em 14/05/2008 intitulada “ O extraterrestre é meu irmão” ele diz:


““...e então nós saímos para ver estrelas, e é essa a missão da Astronomia, principalmente devolver para as pessoas o tamanho certo para a pequena e frágil criatura, diante de um cenário incomensurável de bilhões e bilhões de galáxias. Então descobrir que não somos os únicos que habitam o Universo?

A hipótese não é tão inquietante. É possível acreditar em Deus e em extraterrestres. É possível acreditar na “existência” de outros mundos e outras vidas ainda mais evoluídas do que a nossa, sem desacreditar na criação, na encarnação e redenção.


O Genesis fala da terra, dos animais, do homem e da mulher. Isto exclui a possibilidade de existência de outros mundos ou seres vivos no Universo. Na minha opinião existe essa possibilidade. Os astrônomos acreditam que o Universo é composto de bilhões de galáxias, cada uma das quais constituída por uma centena de bilhões de estrelas, muitas delas ou quase todas poderiam ter planetas. Como se pode excluir que a vida se desenvolveu em outro lugar?

Há um ramo da astronomia, a astrobiologia, que estuda esse aspecto e fez muitos progressos nos últimos anos. Ao examinar os espectros de luz vindos de estrelas e planetas, em breve será possível identificar os elementos de suas atmosferas, os chamados biomarcadores, e ver se existem condições para o surgimento e desenvolvimento de vida. Além disso, formas de vida poderiam existir, em teoria, mesmo sem oxigênio ou hidrogênio””.


Também se refere a existência de seres como nós ou até mais evoluídos e se admiti-los poderia, ou não, ser um problema para a fé católica.

De qualquer forma O Observatório do vaticano patrocinou em 2019, um encontro para troca de experiências nas pesquisas de vida extraterrestre (foto acima).

... Até agora não temos provas, mas certamente num universo tão grande não podemos excluir essa hipótese....como existe uma multiplicidade de criaturas na Terra, então poderia haver outros seres, até mesmo inteligentes, criados por Deus. Isso não contradiz nossa fé. Não podemos por limites à liberdade criadora de Deus. Nas palavras de São Francisco, se considerarmos todas as criaturas terrestres como “irmão” e “irmã”, por que não poderia falar de um “irmão extraterrestre? Seria uma parte da criação”.

Logo após a descoberta do que os meios de comunicação chamaram de “Terra 2.0” ou um planeta semelhante a Terra, o Kepler 452b, o Padre Funes, manifestou-se novamente em julho de 2015, no L'Osservatore Romano, deixando uma série de impressões pessoais juntamente com o pensamento de outros religiosos que certamente estavam adiante de seu tempo.

““Só nós no Universo?

O Kepler 452b, é o primeiro planeta descoberto, semelhante a Terra e está na zona de habitabilidade – a região no espaço em torno de uma estrela semelhante ao nosso Sol. A descoberta do planeta Kepler 452b, revive a ideia de que o contato e porque não, o encontro com seres extraterrestres de uma civilização alienígena poderia acontecer num futuro próximo. Pessoalmente estou cético que este evento cósmico aconteça....Nicolau de Cusa, havia a poiado a ideia de outros mundos, especulando até sobre a natureza dos alienígenas. Para Giordano Bruno a Terra é um planeta semelhante a outros que podem ser chamados de “outras Terras”. Menos conhecido, é o astrônomo jesuíta Angelo Secchi, um dos fundadores da Astrofísica moderna, diretor do Collegio Romano. Ele estava convencido da existência de outros mundos habitados e no século XIX já estudava o assunto. Ainda temos os exemplos do Padre Raimondo Spiazzi, um dominicano e o Padre Gino Concetti, franciscano, que já haviam expressado ideias semelhantes. Até o Padre Pio que não era nem teólogo ou astrônomo e dizia: “...será que a onipotência de Deus é limitada ao pequeno planeta Terra?””

Mas, há relatos mais antigos e muito controversos à respeito de um possível contato do Papa João XXIII, o Papa Bom, (foto abaixo) com extraterrestres.


Teria acontecido durante as férias de verão do papa em Castell Gandolfo, em 1961 e foi testemunhado pelo Secretário pessoal do Papa.

Uma nave oval, com luzes intermitentes , azuis e âmbar sobrevoou sobre eles. Depois, pousou sobre na grama, ao sul do  jardim da residência.

Um ser saiu da nave. Parecia humano mas tinha as orelhas alongadas e estava rodeado de luz dourada.

O Papa e seu Secretário, acreditando que era uma visão divina, ajoelharam-se e começaram a rezar. Passado algum tempo, o Papa levantou-se e caminhou na direção do ser. Ficaram próximos por 15 a 20 minutos e pareciam falar intensamente.

O Secretário conta que da distância em que estava não podia ouvir nada. 

Por fim, o ser deu meia volta, seguiu para sua nave e partiu.

Após o encontro, o Papa teria dito:

 " Os filhos de Deus estão em todas as partes e algumas vezes temos dificuldades em reconhecer nossos próprios irmãos"

Desenho publicado no "The Sun" retratando como teria ocorrido o encontro.



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