A
foto é apenas uma nuvem engraçada, no meio de um céu azul. Mas,
eu me pergunto: e se não fosse?
Como eu e a maioria das pessoas
reagiríamos diante de uma enorme nave desconhecida?
Francamente não sei.
Mas certamente não me sentiria segura.
Já
me perguntaram várias vezes se acredito em vida extraterrestre.
Minha
resposta é sempre a mesma. Claro que sim!
O Universo é imenso e
desconhecido e nós somos apenas um grãozinho de poeira e vida nele.
Que
pretensão acreditar que somos únicos!
Ainda engatinhamos no conhecimento da Física e pouco sabemos de nossa origem, portanto tudo é possível.
Quando
falo de vida extra terrestre, penso em Carl Sagan, militares e pilotos
que tiveram coragem de contar suas experiências ou gente que procura
respostas sobre fenômenos que ainda não entendemos.
Simplesmente ciência
e pesquisa séria.
Nunca
vi nada além nuvens engraçadas no céu, e nem sei se estaria preparada
para ver ou entender outra coisa, mas sempre me interessei.
Há muitos
anos atrás, em 1979, quando eu ainda era muito jovem, comentei com
alguém de nosso circulo familiar sobre uma noticia que havia lido.
Alguns patrulheiros da Policia Rodoviária haviam visto um imenso OVNI
sobre a Represa Billings, justamente onde estávamos naquele dia.
A
reação da pessoa foi tão irônica e inesperada que quase me levou às lágrimas. Começou a
caçoar alto e puxou um coro de risadas que me desconcertaram
profundamente.
Hoje, eu não daria tanta importância, e dispararia uma
série de perguntas instigantes, mas, naquela época, a insegurança da
juventude me dominou totalmente e eu me calei mergulhando em humilhação.
Resolvi
que jamais faria qualquer comentário sobre o assunto e tratei de
esquecer. Embora ainda tivesse que ouvir uma piadinha de vez em quando.
Passaram-se alguns meses e um dia, logo nas primeiras horas da manhã, a pessoa que caçoou de mim veio até minha
casa,.
Estava muito ansiosa e queria
falar comigo. Atendi e me surpreendi muito com o que ouvi. Falava
muito rápido, e seus olhos mostravam um pavor genuíno.
Contou que na
noite anterior, estava voltando de carro, depois de um curso noturno. Passava perto da represa depois das 23 horas quando surgiu no céu uma grande nave (maior que uma casa, como disse) com muitas luzes
piscando.
Era imensa, e não fazia qualquer tipo de ruído. Voava bem
baixo. Pairou um pouco sobre a represa e depois desapareceu rapidamente.
Contou também que nem o motor do carro e nem o rádio pararam de
funcionar, como costumavam dizer que acontecia.
Apenas a imensa nave
deslizando baixo sem fazer o menor ruído.
A experiência durou pouco mas
foi marcante. A pessoa em questão, sempre foi altiva e orgulhosa, mas
pude perceber em seus olhos, um humilde pedido de desculpas que jamais
foi verbalizado. O fato dela estar ali, francamente atônita diante da
experiência que presenciara já me bastava. Desculpas aceitas!
Desde
então, se eu tinha algum tipo de dúvida, ela se dissipou. Uma pessoa
totalmente cética sobre o assunto, presenciando um evento como aquele.
Ironia do destino, sem dúvida!
Nunca
mais ouvi nenhum tipo de chacota e as piadas cessaram. Apenas um olhar
cúmplice e assustado, quando alguém mencionava algo sobre " a represa à
noite". Outros céticos que eu conhecia muito bem, passaram a olhar a
região com mais atenção, utilizando binóculos.
Muito discretamente é
claro! Mas, até onde eu sei,sem sucesso.
O
tempo passou, mas ainda me lembro muito bem do olhar assustado. Era
como se tivessem abalado todos os alicerces do conhecimento daquela
pessoa.
Um desmoronamento instantâneo de crenças fortemente instaladas.
Quanto a mim, descendente de espanhóis que sou, estava naquela de "...yo no creo en
brujas pero que las hay, las hay..." e continuo assim.
Precisamos ter a mente aberta para aceitar o novo e o desconhecido, venha de onde vier.
De fato, vivemos tempos interessantes!

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