segunda-feira, 26 de julho de 2021

O governo francês e o estudo do fenômeno OVNI .





...And yet, I ask you: is not an alien force already among us?”

Ronald Reagan

A partir dos anos 70, o governo francês imprimiu um novo ritmo ao estudo do fenômeno OVNI. Adotou uma postura francamente aberta quanto à divulgação dos resultados obtidos nas investigações. A França implantou um modelo que deu certo.

 O GEPAN (Group d’Etudes des Phénomènes Aerospatiaux Non-Identifiés), foi criado para ser um grupo de estudos civil, inovador e liberal. Independente por natureza, já que não estava subordinado diretamente nem ao governo nem aos militares, muito embora trabalhassem em regime de cooperação.

Dr. Claude Poher

O grupo foi criado em 1º de maio de 1977 pelo Dr. Claude Poher, e mantinha-se com recursos do governo. Era um novo serviço oferecido pelo CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais). O grupo de estudos do Dr. Poher começou a operar no Centro Espacial de Toulouse. À medida que os resultados apareciam, a credibilidade do grupo aumentava e os colaboradores também.

 Organizações do setor público e do setor privado procuravam cooperar e acompanhavam o resultado das pesquisas, ávidas por conhecer os resultados. A partir de 1978 passaram a ter o total apoio da Gendarmerie, a conhecida e respeitada força policial francesa. Casos reportados a Gendarmerie eram imediatamente repassados ao GEPAN.

O grupo de estudos procurava direcionar seus esforços selecionando os casos mais inexplicáveis e de maior grau de credibilidade das testemunhas. Ao iniciar os trabalhos, compilaram casos mais antigos e já conhecidos. Através desses casos estabeleceram e implantaram uma complexa metodologia de trabalho.

 O caso mais antigo em que trabalharam datava de 1966. Nos dois primeiros casos estudados, foi constatada a presença de humanoides durante o avistamento.

Num dos primeiros relatórios publicados pelo grupo chamado: “O GEPAN e o estudo do fenômeno OVNI” datado de fevereiro de 1979, há uma série de considerações interessantes sobre o grande volume de relatos envolvendo o aparecimento de OVNIs no período do pós-guerra. Há também uma pequena coletânea de relatos muito antigos que impressionam pela riqueza de detalhes. Alguns fazem parte da série de notícias recolhidas e ilustradas por Johann Jakob Wick, abrangendo o período de 1500 a 1569 e reunidas na chamada Coleção Wickiana, composta de 24 volumes, que se encontram na Biblioteca Central de Zurich.

Para maiores detalhes acesse o nosso link com post completo sobre esse assunto ovnisbuscandoaverdade .

Estes mesmos exemplos já haviam ilustrado o estudo feito por George Kocher, para a RAND Corporation. As similaridades não param por aí. Logo a seguir, o grupo de estudos francês lista as entidades que mantém acordos de cooperação para que os estudos sobre o fenômeno OVNI possam ser realizados, tal como previa o estudo da RAND.

Desde o início, o trabalho do GEPAN destacou-se dos demais projetos de estudo de OVNIs existentes no mundo, por vários fatores:

Não estava sob o comando de militares.

Não foi resultado de pressão da opinião pública.

Não se propunha a estudar todo e qualquer caso, mas sim aqueles que não pudessem ser explicados por “experts” da área.

A forma como conduziam os estudos também era diferenciada, principalmente pelo cuidado e precisão com que os dados eram recolhidos. Esses dados abasteciam fórmulas especialmente desenvolvidas para avaliar de modo preciso e impessoal cada observação notificada. Com isso, o estudo dos OVNIs foi levado a outro nível. Passou de simples análise de um mito a estudo cientifico de um fenômeno.

As informações sobre o avistamento eram prontamente recolhidas, logo após o comunicado. Eram dados importantes que abasteceriam fórmulas especialmente criadas para analisar o fenômeno OVNI e que dependiam de variáveis como: tempo de observação, distância do observador, ângulo da observação, condições meteorológicas ou perfil psicológico das testemunhas.

As atividades do GEIPAN recebiam cooperação de respeitados órgãos como:

- Centro Nacional de Pesquisa Cientifica.

- Centro de Meteorologia.

- Marinha Nacional

- Aeronáutica.

- Gendarmeria.

- Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas.

- Laboratório de Pesquisa Social da Universidade de Paris.

- Laboratório de Física Teórica do Instituto H. Poincaré.

- Centro de Pesquisas Aeroespaciais.

- Universidade de Strasbourg.

Esses órgãos prestavam assistência ao GEPAN tanto na comunicação de avistamentos quanto no estudo dos mesmos. O trabalho do grupo francês apoiava-se numa série de parâmetros previamente estabelecidos, e após a análise das características de cada caso, eles eram classificados em quatro categorias distintas:

- Fenômeno do tipo A.

Abrangiam os fenômenos completamente identificáveis como: balões, planetas, reentrada de satélites na atmosfera.

- Fenômeno do tipo B.

Enquadravam-se nessa categoria, os fenômenos não imediatamente identificáveis, mas, que pelas características apresentadas poderiam ser associados a fenômenos conhecidos:

Exemplos: meteorito, avião, balão ou satélite.

- Fenômeno do tipo C.

Eram os fenômenos não identificáveis pela falta de dados. Isso ocorria quando os relatórios de avistamentos eram imprecisos ou insuficientes, impossibilitando uma avaliação segura e precisa

- Fenômenos do tipo D.

Era a categoria mais importante para o estudo do fenômeno OVNI. Nela estavam agrupados os fenômenos não identificáveis pelos experts. Mesmo contando com relatórios precisos e dados suficientes os pesquisadores não podiam explicar adequadamente esses fenômenos. Portanto, essa era a categoria que realmente interessava ao GEPAN.

No primeiro ano de trabalho desenvolvido pelo do GEPAN foram estudados 354 casos, inclusive os enviados pela Gendarmerie, que passou a colaborar ativamente com o grupo de estudos, a partir de 1978. Após os estudos preliminares os casos foram classificados por categoria.

- 4% dos casos eram do tipo A.

- 37% eram do tipo B.

- 34% eram do tipo C.

- 25% eram do tipo D.


O expressivo percentual de casos do tipo D, eram o foco principal do interesse do GEPAN. Desses casos, os primeiros estudos do GEPAN concluíram que:

- 23% deles provinham de testemunhas com alta credibilidade

- 67% de testemunhas com média credibilidade.

- 10% de testemunhas com baixa credibilidade.

Essa credibilidade era medida conforme o status social ou perfil psicológico da testemunha. No caso das testemunhas de alta credibilidade havia geralmente autoridades, militares, técnicos cientistas ou cidadãos acima de qualquer suspeita. Nos demais, o perfil psicológico e os antecedentes das testemunhas serviam para orientar os pesquisadores, quanto à credibilidade delas.

Outra estatística interessante obtida desses estudos apontava que:


- 70% dos objetos observados, eram de forma circular ou arredondada.

- Nas observações diurnas, a maior parte dos objetos vistos possuíam cor metálica.

- Os objetos de cor vermelho-alaranjada somaram 46% das observações noturnas.

- Em 50% dos casos, os objetos faziam manobras bruscas.

- Em 20% dos casos os objetos aterrissaram.

- Em 70% dos casos os objetos eram silenciosos.

- Em 70% dos casos de aterrissagem, o local era em área muito isolada.

Dois casos muito interessantes chamaram a atenção do GEPAN:


1º caso/ número de cadastro 76305441

Em novembro de 1976, aconteceu um caso relatado por testemunhas de altíssima credibilidade. No início da noite, uma estranha luz noturna foi observada por duas testemunhas, nas proximidades de suas residências. Era uma luz intensa que atravessava o céu rapidamente. Alguns minutos mais tarde, a 22km de distância desses observadores, um engenheiro do Centro de Estudos Nucleares de Grenoble que estava ao volante de seu carro, observou um objeto luminoso que se deslocava silenciosamente fazendo uma trajetória absolutamente insólita.



2º caso/ número de cadastro 747004002, 74700395 e 7430015.

Aconteceu em Comberouger, em 07.03.1974. Uma estranha luz noturna foi observada por duas testemunhas. No começo da madrugada, um motorista observou um objeto volumoso e de grande luminosidade pairando sobre a rodovia. Estava uns 300 metros à sua frente. Num primeiro momento, enquanto pairava, ele pode observar que o objeto era de cor vermelha e possuía forma esférica, porém, rapidamente ele desapareceu no céu. A alguns quilômetros de distância, uma outra testemunha observou um fenômeno semelhante.

Nos estudos realizados pelos pesquisadores franceses há uma preocupação constante em ressaltar que os relatos reproduzidos correspondem a observações reais e não a fenômenos imaginários.

Na página 7 do estudo denominado “Cometa - os OVNIs e a Defesa”, há uma série de relatos que refletem bem essa preocupação. Primeiramente, pela qualidade das testemunhas, todas de alta credibilidade, e pelo detalhamento minucioso dos relatos. Por exemplo:

15.03.1976.

Piloto que preferiu manter-se anônimo.


Um piloto experiente que preferiu manter seu nome em sigilo, para não causar danos a sua reputação, relatou por escrito que no dia 15 de março, ele e um aluno da escola de aviação de Tours efetuavam um voo noturno de treinamento. A missão era navegar a 6.000m de altitude no itinerário Rennes-Nantes-Poitiers com regresso e aterrissagem em Tours. A noite estava escura, mas sem nebulosidade. A visibilidade era superior a 100km. Seguiam sem sobressaltos até que viram à direita e adiante de sua posição, o que parecia ser um “foguete” de cor verde.

Em apenas dois segundos, o “foguete” subiu 1.500m acima da altitude do avião e estabilizou-se, adiante e acima deles. Repentinamente o objeto começou a aproximar-se do avião a uma velocidade espantosa. A colisão parecia inevitável.

O piloto soltou o manche e elevou os braços à altura do rosto, num reflexo de proteção. Nesse momento o avião foi envolvido por uma luz verde muito viva e fosforescente. O piloto ainda pode ver, por uma fração de segundos, uma esfera que evitava colidir com o avião. Não era volumosa. Devia ter de 1 a 2 metros de diâmetro. O centro da esfera possuía uma luz branca muito viva, semelhante ao fogo de magnésio. O piloto, ainda chocado com a experiência, chamou o controle de radar. Nada havia sido detectado. Ao voltar à base e contar o ocorrido, dois pilotos fizeram o mesmo trajeto, para verificar qualquer anormalidade no espaço aéreo da região. Ao voltar, declararam ter visto o mesmo fenômeno, porém ao longe.

07.03.1977.

M. Giraud, piloto de caça Mirage IV

O caso ocorreu às 21:00, sobre Dijon a 9.600m de altitude, quando o piloto voltava para a Base após uma missão noturna. O piloto, Sr. Giraud e seu navegador observaram um objeto muito brilhante, bem próximo ao avião e na mesma altitude. Parecia que o objeto ia se chocar com o avião, tamanha era a proximidade. O Sr. Giraud contatou a torre do radar em Contrexéville, e pediu que verificassem a posição real do objeto. O controle do radar retornou informando que não havia captado nada na tela, além do avião. Seguiu-se um silencio constrangedor e um pedido ao Sr. Giraud, para que verificassem o oxigênio. Esse é um procedimento padrão, que visa detectar problemas no equipamento, levando a níveis críticos de oxigênio e consequentemente, gerando alucinações na tripulação. É claro que o pessoal da torre não podia entender o que realmente a tripulação do Mirage estava vendo, e o radar não era capaz de “enxergar”. Para eles a única explicação plausível era uma alucinação causada por baixos níveis de oxigênio.

Mas, o Sr. Giraud e seu navegador não estavam tendo alucinações. O que viam tão próximo de seu avião era real e talvez potencialmente perigoso. Foram momentos de muita tensão, principalmente, quando após algum tempo de contato visual constante, o objeto realizou uma manobra extremamente ousada e colocou-se atrás do Mirage, em posição de perseguição a aproximadamente 1500m de distância. O piloto do Mirage tratou de iniciar manobras para retomar o contato visual com o objeto. Nesse momento, o piloto e seu navegador passaram a encarar o objeto como uma ameaça real.

Esse relato foi recolhido logo após o retorno do piloto a sua Base.

09.12.1979

O seguinte relato foi feito pelo Sr. Fartek, piloto de um caça Mirage 3. Ele sempre morou na mesma região próxima a Dijon. Sua casa estava localizada no campo, a uns 250 m de distância de um bosque, cujas arvores possuíam uma altura média de 15 metros.

No dia 9 de dezembro de 1979, às 9:15 da manhã aproximadamente, ele e sua esposa observaram um estranho objeto pairando nas proximidades de sua casa. Nesse dia a visibilidade era excelente. O objeto que eles viram tinha aproximadamente 20 metros de diâmetro por 7 metros de altura. Estava a aproximadamente 3 metros acima da copa das arvores do bosque. O objeto possuía a forma de um pires emborcado sobre outro, na cor cinza metálica na parte superior. Não possuía escotilhas ou luzes aparentes. Não fazia qualquer tipo de ruído nem causava qualquer turbulência.

Repentinamente, objeto deslocou-se a altíssima velocidade e desapareceu logo em seguida, enquanto o observavam.

O piloto e sua esposa fizeram seu relato, o mais detalhado possível na Gendarmeria. Lá, souberam que outras pessoas da região também haviam visto o mesmo objeto que eles. Estavam com seus filhos pequenos, e puderam ver o OVNI bem próximo à casa deles.

Ainda, entre outros casos citados no relatório francês, há a descrição de uma ocorrência interessante que teve lugar em uma Base de Mísseis da antiga URSS. Ocorreu entre 28 e 29 de julho de 1989.

 Direto dos arquivos da antiga KGB.

O oficial da KGB que fez o relatório permaneceu anônimo anônimo.

Ele lista 7 testemunhas, 5 das quais inclui o Tenente Klimenko, dois oficiais de baixa patente (do Exército) e dois soldados.

Durante a noite entre o dia 28 e 29 de julho,  depoi das 22 horas, os militares avistaram 3 OVNIs, a uma distancia entre 3 a 5 km.

Os 3 objetos apareceram ao mesmo tempo, sendo que um deles fazia movimentos estranhos, com paradas e arrancadas abruptas, seguidas de momentos em que ficava totalmente imóvel. Totalmente em silêncio, parecia flutuar.

 As testemunhas também viram um caça militar aproximando-se para intercepta-lo e nesse momento o OVNI despareceu rapidamente como que  na "velocidade da luz". 

O segundo Tenente Volochine, calculou que o disco tinha de 4 a 5 m de diâmetro com uma cúpula brilhante.

Ele fazia movimentos abruptos mas muito silenciosos.

 Chegou a ficar a apenas 20 m do solo.

Na companhia do soldado Tichaev que também fazia a guarda do local, Volochine viu o disco emitir uma luz verde, fosforescente quando flutuava a mais ou menos 300m do solo.

Situação atual de um antigo depósito de mísseis soviético.

Logo depois desceu a 20m da superfície do depósito de misseis.

O local ficou todo iluminado enquanto o objeto emitia um facho de luz que se movia sobre o depósito de mísseis.

Ele ficou fazendo esses movimentos, como se estivesse escaneando a área,  por mais ou menos 2 horas.


Militares são bastante prcisos em seus relatórios.

Não costumam confundir avistamentos de OVNIs com qualquer outro tipo de objeto ou fenômeno.

Também não costumam aceitar explicações simplistas, que envolvam balões, estrelas, pássaros ou coisa parecida.


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