sábado, 10 de julho de 2021

A NASA e o silêncio dos astronautas.

 


Como sempre, quando o assunto envolve "discos voadores", a imprensa  trata logo de exercer uma pressão aguda e continua junto as autoridades exigindo respostas. Quando todas as saídas evasivas se esgotam, os militares partem para a estratégia de não negar os fatos, mas também não confirmar. Com essa atitude esfriam o clima para evitar possíveis polemicas e confrontos.


Sempre contaram com a memória curta da maioria da população, que acaba dispersando sua atenção em meio a uma torrente contínua de notícias variadas. O tempo vai se encarregando de sepultar o assunto. A tática funcionou melhor no passado, mas graças a graças à persistência de pesquisadores sérios e a internet, o assunto continua vivo e as informações se espalham velozmente.


Hoje, é possível saber em detalhes fatos que foram ocultados do público por anos a fio. Testemunhas voltaram a falar e contaram como foram obrigadas ou até mesmo coagidas a calar-se. Documentos importantes e até então sigilosos vão sendo, aos poucos, liberados para consulta. Através desses documentos podemos entender que os aparatos de inteligência montados pelos governos, ainda permanecem constantemente interessados pelo assunto OVNI. Ocorra onde ocorrer, desde que seja um avistamento ou contato mais significativo, sempre encontrarão um meio de obter todas as informações que queiram. Isso fica explícito em diversos episódios ao longo das décadas seguintes.


Em documentos da C.I.A, recentemente liberados para consulta popular, é possível saber que em 1966 um OVNI caiu numa região remota do Congo. O relatório datado de maio de 1966, conta em detalhes o aspecto e tamanho do fragmento metálico recuperado em meio aos destroços de um OVNI que caiu nas proximidades de Kerekene, na República do Congo. O artefato foi recuperado após uma varredura do solo.

Num primeiro exame concluíram que: “o fragmento era parte de um componente elétrico, construído num laminado metálico de aço- silício de 2,5 mm de espessura”.

Um “chip” em plena década de 60?

E o que aconteceu ao restante do OVNI que caiu?

Certamente a C.I.A guarda todas as respostas que nós provavelmente jamais conheceremos.

Quanto ao relatório, resta saber que artefato utilizaria um “chip” durante a década de 60. Nessa época, a maior parte da tecnologia ocidental ainda lidava com grandes válvulas e ainda se aventurava no “novo” mundo do transistor. A resposta que teremos certamente será sempre a mesma: o silencio!

O mesmo silencio que seria imposto a toda tripulação do USS Calcaterra. O navio em questão pertencia à classe Destroyer Escort. Estava equipado com radar capaz de operar nas condições de tempo mais hostis. O navio e a tripulação haviam sido enviados a Antártida, como parte da operação “Deep Freeze” que previa o estudo do clima da região. 

Estava fazendo estudos de condições de voo na região e avaliando  operações de procura e resgate. Também, faziam a entrega e recolhimento de correspondência na Ilha Campbell, onde funcionava a estação meteorológica mantida pela Nova Zelândia.

A tripulação desse destroyer pode ver diante de seus olhos, quando um estranho objeto em forma de charuto que rompeu a grossa camada de gelo da Antártida e alçou voo em altíssima velocidade. O objeto parecia um submarino. Tinha mais de 30m de comprimento.

 Saiu do mar, rompendo a camada de gelo e simplesmente levantou voo, como jamais se imaginou que fosse possível ser feito. Já havia alguns registros de casos semelhantes, mas aquele foi impressionante. Embora fosse uma visão espetacular testemunhada por muitos tripulantes a repercussão foi pequena e nada mais se falou a respeito. Silencio!


Mas, o pior dos silencios foi imposto aos técnicos e astronautas da NASA. Silencio e mistério que cercaram as estranhas aparições de OVNIs testemunhadas durante as missões Gemini, Apollo e mais recentemente dos ônibus espaciais “space shuttle”.


O History Channel, em sua série/documentário sobre OVNIs, chamada UFO Files, apresentou o episódio “Black Box-UFO Secrets” contendo fotos, diálogos e filmes inéditos das missões espaciais da NASA e onde era possível ver claramente OVNIs se deslocando no espaço.


                          Capsula Gemini 7


             Astronautas da Gemini 7 ( Lovell e Borman)

De acordo com o documentário, em 1965 durante a missão da Gemini 7, o piloto Jim Lovell viu claramente um OVNI, enquanto a cápsula sobrevoava o Havaí. Entrou em contato com a base em terra e as transmissões puderam ser captadas por rádio amadores. Ele se referiu ao ÓVNI como um “Bogey”. É claro que a NASA omitiu esse diálogo.

 Mas, ele realmente existiu:

“... Lovell: Bogey at 10 o’clock high

Capcom: This is Houston, say again

Lovell: Said we have a BOGEY at 10 o’clock high...”

A palavra BOGEY é usada entre os militares, como um código breve. Serve para designar algo detectado no radar ou no ar, em contato visual, onde a identidade do objeto observado é desconhecida.

Em 1966, durante a missão da Gemini 11, no percurso da 16ª volta ao redor da Terra, Pete Conrad, piloto comandante, também teria visto um estranho objeto metálico no espaço. O objeto girava muito rapidamente. Ele chegou a tirar três fotos, mas o objeto em questão, desapareceu imediatamente.


Os astronautas eram proibidos de falar em público sobre o que haviam visto no espaço. Só podiam falar sobre assuntos que a NASA autorizava previamente. Havia um roteiro de perguntas e respostas predeterminado, que deveria ser seguido à risca. Nada mais!

O primeiro astronauta a quebrar essa barreira de silencio e falar abertamente sobre OVNIs, foi Leroy Gordon Cooper. Falecido em 2004, o veterano astronauta pioneiro das missões espaciais Mercury e Gemini, tornou-se conhecido por seu voo na Gemini 5, em 1965. Antes de ingressar no programa espacial, ele pertencia ao grupo de elite dos pilotos de testes, na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.

Esse herói norte-americano foi convidado a falar nas Nações Unidas em 1985 e disse, corajosamente:


... eu acredito que veículos extraterrestres e suas tripulações estão visitando este planeta, desde outros planetas que obviamente são um pouco mais avançados tecnicamente que nós aqui na Terra”.


Gordon Cooper

O velho astronauta Gordon Cooper sempre foi honesto e direto em suas declarações. Contava a quem quisesse ouvir que sua primeira experiência com OVNIs foi em 1950, quando ainda era piloto da Força Aérea e estava em missão, sobrevoando a Alemanha. Também garantiu a todos que o ouviam, que nesse mesmo ano (1950) um OVNI pousou na Base Aérea de Edwards, no deserto de Mojave.

Gordon tornou-se um crítico implacável do comportamento do governo, que insistia em ocultar ou falsear informações importantes sobre as atividades dos OVNIs. Sobre esse assunto ele declarou:

“...por muitos anos vivi com um segredo imposto a todos os especialistas e astronautas. Eu posso revelar agora que todos os dias, nos Estados Unidos, nossos instrumentos captam objetos de formas e composições desconhecidas para nós”.

Edgar Mitchell

Um outro astronauta que rompeu o silencio, e criticou duramente a atitude do governo e dos militares em manter silencio sobre a presença dos OVNIs, foi Edgar Mitchell. Com um curriculum invejável, ele sempre foi um respeitado Capitão da Marinha. Tornou-se Doutor pelo prestigiado MIT, mas sempre foi mais conhecido por ser o piloto do módulo Antares, na missão Apollo 14, que pousou na Lua em 1971. Ele foi o sexto homem a caminhar na superfície da Lua.

Em 1996, durante uma entrevista ao Programa Dateline NBC, em 19 de abril, ele não teve dúvidas e desabafou. Falou a abertamente a milhares de expectadores, que não tem a menor dúvida quanto à existência de vida alienígena e OVNIs. Para ele, não estamos sós:

“... pelo que sei agora e vivi e tive provas disso, eu penso que as provas são muito fortes, e grande parte delas permanecem mantidas em segredo pelos governos”.

Ele foi muito franco ao afirmar que ele mesmo nunca teve contato com extraterrestres, mas teve a oportunidade de conhecer pessoas de três países, que durante suas funções oficiais (certamente militares) tiveram essa experiência.

"Falei com muitos oficiais da força aérea que trabalharam nessas estações durante a Guerra Fria. Eles me contaram que os Ovnis eram vistos com frequência e que eram capazes de desligar seus mísseis. Outros oficiais da costa do Pacífico contaram que os mísseis eram derrubados com frequência por naves alienígenas”

O último, e com certeza mais conhecido astronauta a falar sobre sua experiência com OVNIs foi Edwin E. Aldrin Jr., popularmente conhecido como Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar “Eagle” na missão Apollo 11.

Buzz Aldrin

Durante uma entrevista no documentário do Science Channel levada ao ar em 30.09.2005 ele relatou muito calmamente sua experiência. Aconteceu durante a missão da Apollo 11, já próximos da Lua. Ele e seus companheiros de missão viram um estranho objeto orbitando perto do módulo lunar.

 Num primeiro momento chegaram a pensar que fosse parte de um dos estágios superiores do foguete S-IVB. Porém, ao contatar a Terra, souberam que esse estágio estava a mais de 6000 milhas náuticas de distância do ponto onde eles se encontravam, portanto seria impossível que fosse isso que os astronautas estivessem vendo.

Durante seus contatos com a Terra, tiveram cuidado em não deixar transparecer suas verdadeiras impressões pois sabiam perfeitamente que suas transmissões poderiam ser captadas com certa facilidade. Aldrin disse ao seu companheiro Michael Collins, piloto do módulo de comando, que havia visto algo lá fora, perto o suficiente para ser observado. Collins poderia então, observar o estranho objeto através do telescópio, quando estivesse em posição.

A primeira impressão que tiveram é que o objeto era composto por uma série de elipses. Mas, ao ser observado pelo telescópio, tinha a forma da letra “L”. Puderam observar, filmar e tirar fotos do estranho objeto.

 Ainda tiveram outra surpresa ao encontrar algo muito estranho na superfície lunar.Aldrin comentou que parecia parte de um circuito elétrico. Certamente não pertencia a eles e estava no meio do pó. Nenhum dos integrantes jamais quis dar qualquer declaração ou fazer qualquer comentário sobre os estranhos acontecimentos testemunhados durante a missão. Especula-se que Armstrong também teve uma experiência impactante com OVNIs durante a missão, e que teria reportado isso de forma detalhada durante uma transmissão a base na Terra.

É bem possível que isso tenha ocorrido, mas acho que jamais saberemos a verdade. Apesar da imensa popularidade, ele preferiu fugir do assédio da imprensa e optou pelo silencio. Preferiu levar uma vida calma, trabalhando como professor em sua terra natal sem jamais comentar o assunto.

Mas, o misterioso comportamento dos OVNIs e seu assédio às naves terrestres continuaria. As missões Apollo que aconteceriam nos anos seguintes, filmaram estranhos objetos acompanhando os astronautas.


 Durante a missão Apollo 12 em 1969, Pete Conrad chegou a notificar que um OVNI estava acompanhando a Apollo 12, desde o dia anterior.

Pete Conrad

Embora os astronautas sejam obrigados a manter silêncio sobre o que ocorreu durante sua missão, muitos sentem o dever moral de revelar a verdade.

 Pouco a pouco, à medida que se desligam de seus deveres militares e ingressam na vida civil, começam a contar suas experiências. É preciso reconhecer o valor desses homens e a importância do legado que deixam. Seus testemunhos são importantíssimos pois auxiliam e orientam as investigações dos ufólogos, validando de forma definitiva fatos e teorias que antes eram apenas especulação.

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