quinta-feira, 22 de julho de 2021

Os OVNIs triangulares ou a Onda Belga


 Tudo começou em novembro de 1989, quando tres grupos de patrulheiros da Gendarmerie, de regiões diferentes, relataram ter visto um grande objeto voando a baixa altitude.

 Era uma nave achatada, escura e triangular.

 Movia-se silenciosamnete através do território belga. Embora nos últimos 4 dias, anteriores ao dia 29, já houvesse uma série de comunicados de avistamentos em Halen (Limbourg), que descriviam “luzes dançantes” ninguém parecia levar o assunto muito a sério.

Os primeiros relatos começaram a aparecer timidamente nos jornais.

 Um deles foi num jornal local em Lille, o “L' Indicateur”, em 5 de novembro de 1990.

 O relato feito ao jornalista Eric Belin, pelo açougueiro Daniel Guerin, da região de Aire-sur-la-Lys e Fruges.

... eu já estava saindo de Cuhen, quando uma forte luz à direita, na direção de Laires, chamou minha atenção. Era 18:45h e eu perguntei ao meu filho que estava comigo, se ele também tinha visto, ele me respondeu:

- Pare papai, é fantástico!!

Parei o carro e outros carros também começaram a parar, para poder ver melhor o gigantesco triângulo isóceles que estava no céu iluminado por uma lua quase cheia.

 Em cada ponta do triângulo, havia uma luz muito forte que iluminava, que deixa tudo claro como se fosse o dia. Era imenso, eu nunca vi nada igual.

 Os fachos de luz estavam direcionados na para o chão, como se estivessem fazendo uma varredura. Depois de 10 minutos, subiu como uma flecha, numa velocidade incrível. Parecia um relâmpago”.


Na quarta feira, dia 07 de novembro de 1990, um artigo no jornal ”L'Union”, trazia um relato do jornalista Alain Hatat:

““... às 18:50 eu tinha acabado de sair da agência e estava na estrada Monthois, à esquerda da rota D982, quando vi três luzes que se moviam perto do solo, pareciam estar se exibindo. Mantiveram uma formação em “V”, sendo que a luz mais forte estava na ponta. O facho de luz era extremamente concentrado na direção do solo, mas nunca tocou o chão. Cheguei a pensar que era um avião se preparando para pousar, então fiquei observando e esperando a aterrissagem. Mas, curiosamente o “aparelho” estava indo na direção oposta à que ele iluminava, assim como um carro em marcha ré. Nesse momento desliguei meu carro para ouvir o motor do “aparelho” e pude notar que embora muito próximo, ele não fazia barulho algum. Então ele começou a afastar-se para nordeste, e a medida que subia, a luz diminuia de tamanho e tornava-se laranja. Em questão de segundos desapareceu no espaço, numa ascenção meteórica””

Já no final de novembro as aparições se intensificaram de tal modo, que surgiu a expressão “a onda Belga”. No dia 29 de novembro de novembro de 1989 dois oficiais da gendarmerie de Eupen, tiveram uma experiência que os deixou muito impressionados. No final da tarde, eles fazian o patrulhamento normal, dirigindo o carro da Gendarmerie, de Eupen em direção a Kettenis.

Os homens viram uma luz que pairava sobre o campo ao lado da estrada onde estavam. A luz parecia manter um curso paralelo ao deles. Curiosos, trataram de ir em direção ao objeto, de forma que pudessem ficar bem embaixo dele, mas antes de conseguirem o intento, o objeto fez uma curva em ângulo acentuado para a esquerda e colocou-se no sentido contrário ao do carro patrulha.

 Nesse momento os dois patrulheiros puderam observar uma massa escura e sólida, na forma de um triângulo isóceles. Puderam observar também, que tinha tres luzes brancas em cada canto e no centro, uma luz maior, de cor vermelha e pulsante.

Nesse momento, os dois homens decidiram seguir o estranho objeto, que agora se dirigia para Eupen. Já na cidade fizeram uma rápida parada no Posto da Gendarmerie e ligaram para uma Base militar existente nas das proximidades, na esperança de que talvez pudessem explicar o que estava ocorrendo.

 Enquanto faziam a ligação, puderam observar que o objeto ainda era visível, através da janela. Explicaram o caso aos militares que estavam na Base, mas a resposta que obtiveram, só aumentou o mistério em torno da estranha nave. Eles informaram que não havia nenhuma atividade militar na região que pudesse explicar os avistamentos.

Como ainda podiam ver as luzes, os dois patrulheiros seguiram para uma localidade mais alta chamada Kortenbach. De lá, poderiam ter uma ampla visão de toda a região. Durante o trajeto, viram uma luz branca que parecia acompanha-los.

 Até que em um determinado momento, a luz parou e começou a pairar sobre a torre de vigia do lago Gileppe, onde ficou por aproximadamente por uma hora.

 Algumas testemunhas da região, comentaram que era possível observar em alguns momentos, raios de luz saindo das laterais do OVNI. Outros ainda declararam que a bola de luz branca, emitia raios de luz avermelhada em direções opostas, sendo que algumas dessas testemunhas puderam observar o que descreveram como:

“...os raios pareciam pequenas bolas de fogo que circulavam a bola branca de luz, subindo e descendo como se fossem ioios”.

Ainda na região mais alta de onde tinham uma visão privilegiada dos eventos, os dois patrulheiros da Gendarmerie, puderem ver um sequencia de luzes brancas que sairam detrás de algumas árvores. Eles descreveram um grande objeto “parecia uma grande sombra escura de forma triangular”.

O objeto subiu e fez uma curva acentuada e rápida. Nesse exato momento, eles puderam ver o que parecia ser um conjunto de janelas retangulares semelhantes as de um vagão de trem, vistas de dentro. O objeto fez uma trajetória em espiral e rumou em direção a fronteira da Alemanha. Durante o tempo em que observaram o objeto triangular, os patrulheiros mantiveram contato com a Central em Eupen, e ouviram aliviados que muitas pessoas estavam vendo o mesmo que eles.

Também faziam uma descrição semelhante do objeto.

Outro patrulheiro da Gendarmerie que cobria a região noroeste de Eupen, confirmou que viu um objeto com 3 luzes brancas e uma luz vermelha pulsante no centro. As pessoas se aglomeravam para observar o estranho OVNI e muitos deles, relataram ter ouvido o som que ele emitia, lembrando o ruído de um ventilador.

Enquanto isso, já eram 7:23h e a luz que até então havia ficado imóvel sobre o lago, também começou a mover-se para trás até desaparecer.

 É importante ressaltar que essas observações foram feitas por muitas testemunhas, e uma grande parte delas eram pessoas de reputação acima de qualquer suspeita, portanto dignas de crédito. Entre elas, a Força Aérea entrevistou 13 membros da Gendarmerie (os patrulheiros) e 2 militares da Força Aérea.

 Todos afirmaram ter visto um objeto triangular, com angulos arredondados, com uma luz branca em cada vértice e uma luz maior e vermelha, no centro.


Havia tantas testemunhas relatando a mesma coisa, que muitos céticos encarregados de analisar o fenômeno preferiram acreditar que se tratasse de um caso de histeria coletiva.
 Foram mais de 10.000 comunicados. Entre eles, 2.600 fizeram declarações escritas e desenhos detalhando que viram.

Para os investigadores de mente aberta, não havia dúvida de que algo muito real havia pairado e cruzado o território belga várias vezes. Tão real, que a Força Aérea da Belgica enviou caças F-16 para perseguir e se necessário, abater os OVNIs.


Imagens da INA Société

Em uma entrevista coletiva feita para a imprensa, em 18 de dezembro de 1989, o Coronel Brouwer declarou que as leituras dos radares no solo, apresentaram leituras inusitadas e nada semelhantes ao que se vê habitualmente.

 Portanto, excluíam a hipótese de que fossem aviões civis ou militares. Mesmo porque, aviões civis e militares devem ser obrigatóriamnete identificados, seja pelo sinal do transponder ou


identificação junto a Torre de Controle da região. Para finalizar deixou claro que: 

“ a Força Aérea foi incapaz de identificar a natureza, a origem ou as intenções do fenômeno observado”.

O auge das aparições ocorreu nos dias 30 e 31 de março de 1990. Os objetos foram detectados no radar da Força Aérea belga. Foram enviados 2 caças F-16 para persegui-los.
 Por volta das 23:00 horas, no dia 30 de março de 1990, o supervisor do CRC em Glons, começou a receber avisos e queixas relatando que 3 luzes estranhas foram vistas movendo-se no céu, na direção de Thorembais - Gembloux, à sudeste de Bruxelas.

Descreviam luzes muito brilhantes, que mudavam de cor. Ora vermelhas, ora verdes ou amarelas. As luzes pareciam fixas nos vértices de um triangulo equilátero. Nesse momento, o CRC de Glons pediu para que a Gendarmerie de Wavre enviasse uma patrulha com o objetivo de verificar o que estava ocorrendo.

 Menos de dez minutos após as primeiras luzes terem sido vistas, outras começaram a juntar-se a elas. Às 23:30 a unidade de patrulha enviada confirmou as luzes relatadas ao CRC de Glons. A esta altura dos acontecimentos, os radares também já registravam os objetos. Depois de alguns minutos de observação em terra, feita pelos patrulheiros da Gendarmerie, o Controle de Trafego Aéreo de Semmerkaze, também confirmou a presença dos objetos no radar.

Não havia mais dúvidas. Em Glons, foi dada a ordem para que 2 caças F-16 da Base Aérea de Beauvechain partissem para verificar de perto os estranhos objetos.

 O fato aconteceu logo depois da meia noite, hora em que o fenômeno era perfeitamente observado em terra, com muitas testemunhas descrevendo em detalhes tudo o que viam.

Os caças conseguiram localizar os alvos. Aproximaram-se deles, mas sempre que conseguiam chegar mais perto, os objetos aceleravam muito rapidamente. Dessa forma, saiam do campo de visão e das telas do radar.

Conseguiram aproximar-se por 9 vezes e detecta-los no radar em 3 ocasiões. Mas, os objetos sempre faziam rápidas manobras evasivas, afastando-se velozmente.

 A aceleração deles era impressionante. Partiam de uma velocidade média de 240km/h para mais de 1.770 km/h sem o menor esforço. As testemunhas presentes afirmaram que não ouviram o estrondo sônico, caracteristico de quando aeronaves quebram a barreira do som.

As telas dos F-16 capturaram as imagens abaixo. O alvo aparece no círculo preto.

Imagens INA Spociété

Os caças puderam observar que os OVNIs podiam mudar de altitude muito rapidamente passavam de 2.770m para 1.500m. A seguir subiam para 3.550m em menos de 2 segundos.

 Isso ocorreu, logo após quase terem tocado o solo. Parecia que eles brincavam de pega-pega com os caças F-16. Depois de mais de 1 hora de manobras de localização e aproximação, os caças retornaram à Base, para finalmente fazerem seus relatórios narrando o ocorrido.

As manobras de aceleração e desaceleração dos OVNIs eram manobras totalmente fora da realidade conhecida.

Após os incidentes e nos anos que se seguiriam, muitas explicações foram oferecidas ao público.

 Todas elas visavam fornecer respostas convincentes.

 As mais comuns identificavam os OVNIs como sendo aeronaves militares:

Poderiam ser F-117, um avião furtivo de combate de forma triangular, mas o governo americano negou que estivesse testando esse tipo de avião na Bélgica.

 Também alegaram que poderiam ser helicópteros Sea King ou Black Hawks, mas esses helicópteros fazem um ruído considerável, bem como provocam um grande deslocamento de ar.

As possiveis explicações não convenceram ninguém!

Porém, à luz de um estudo mais profundo a maioria das teorias e explicações não se encaixavam com o que fora observado e relatatado pelas testemunhas.

O piloto Yves Meelsberg, que pilotava um dos caças F-16, enviado para interceptar os objetos na noite de 30/31 de março de 1990, declarou que o objeto registrado na tela do radar do caça podia deslocar-se de 280 km/h para mais de 1.800 km/h, no entanto ele não provocava o caracteristico “bang supersônico”, como ocorre quando a barreira do som é quebrada.

O General Fleury, antigo Chefe de Estado Maior da Força Aérea Francesa e co-autor do “Rapport COMETA” declarou que depois de observar os registros de um dos F-16 que foram enviados para perseguir a luzes em Eupen, declarou que:

o caso é grave e permanece inexplicável”.

No final de 1990 houve um aumento expressivo de aparições, ao ponto de um deputado socialista da Bélgica, Elio Di Rupo, propor ao Parlamento Europeu a criação de um Centro Europeu de Observação de OVNIs.

Até hoje, não encontraram uma explicação adequada para o que ocorreu!

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