quarta-feira, 14 de julho de 2021

Animais mutilados ou extraterrestres fazendo pesquisas biológicas com seres vivos.

 


Durante a segunda metade da década de 70, os jornais e revistas dos Estados Unidos abriram espaço para uma série de reportagens descrevendo uma série de acontecimentos macabros, envolvendo a morte e a mutilação de animais.


Recorte de jornal arquivado no F.B.I

 As manchetes e fotos eram tão frequentes quanto os casos que não paravam de crescer. Surgiram teorias, boatos e especulações em torno de uma série de coincidências que não podiam passar desapercebidas.
 Esse fenômeno inexplicável ficou conhecido como “cattle mutilation”, algo como mutilação do gado, pois, tratava-se justamente disso.
 Os animais eram encontrados mortos e mutilados com uma precisão cirúrgica.



. Embora houvesse muitos casos extremamente semelhantes não havia qualquer pista que pudesse levar ao autor do crime. Como seria de esperar, os casos ganharam imensa notoriedade. Os prejuízos, a falta de pistas e um aumento sempre crescente de ocorrências acabaram por gerar uma onda de medo e descontentamento, que naturalmente acabou por chegar ao Senado.

Pelo número de Senadores reclamantes é possível dimensionar a gravidade e a extensão que o problema alcançou nos Estados Unidos. Os Senadores de vários estados relatavam aflitos, episódios extremamente semelhantes. Em setembro de 1974, o Senador Carl T. Curtis do estado de Nebraska, enviou várias cartas ao F.B.I, onde relatava:

“... uma série de incidentes que aconteceram desde Oklahoma até Nebraska...”.

 O senador enviou juntamente com sua carta, uma série de jornais de vários estados que relatavam os “estranhos eventos”. Com essa atitude, ele esperava, que prestassem um pouco mais de atenção às reclamações que ele vinha fazendo havia meses.

Em outra carta enviada ao escritório do F.B.I em Denver, datada de agosto de 1975, o Senador Floyd K. Haskell, do estado do Colorado descreve em pormenores, os problemas enfrentados em seu estado:


... por vários meses meu escritório tem recebido relatórios sobre o gado mutilado, através do Colorado e até em outros estados do Oeste. Só no Colorado, foram pelos menos 130 casos... como verificamos isso ocorre em 9 estados há pelo menos dois anos... os rancheiros e residentes da área rural estão preocupados e assustados... essas mutilações bizarras os assustam: em virtualmente todos os casos, a orelha esquerda, o olho esquerdo, o reto e os órgãos sexuais de cada animal foram cortados e o sangue todo foi drenado do corpo, sem deixar traço de sangue ou pegadas no chão”.

 Movidos pelo medo e pela indignação trataram de armar-se cada vez mais. Precisavam proteger suas famílias e seu patrimônio de uma ameaça que parecia vir dos céus, pois não deixava pegadas. O senador, em nome de seus desesperados eleitores, terminou sua carta pedindo a atenção e ajuda do F.B.I.

Ao que tudo indica não houve muito progresso nas investigações, pois examinando os arquivos do F.B.I, encontrei uma carta do Senador Harrison Schmitt, do estado do Novo México datada de dezembro de 1978. É importante notar, que se passaram quatro anos, entre a primeira carta enviada pelo Senador do Estado do Nebraska até a enviada pelo Senador do Novo México. Todas pediam ajuda ao F.B.I, para solucionar os casos de mutilação do gado. Quatro anos pedindo ajuda, aguardando respostas e lidando com o medo, num crescente desespero das comunidades de rancheiros. A carta do Senador do Novo México é emblemática. Nela ele explica que muitos rancheiros do Oeste, especialmente os do Novo México, haviam sido vítimas de grandes perdas do ponto de vista econômico. Por conta dos estranhos casos de “mutilação”, morriam os melhores animais de seus rebanhos. O Senador reforçou seu pedido de ajuda ao F.B.I e ofereceu seus arquivos, contendo as análises de vários casos ocorridos em seu estado.

 A grande abrangência de território afetado e a pressão popular, devem ter sido os argumentos decisivos que forçaram a entrada do F.B.I nas investigações. De acordo com a reportagem do “National Enquirer”, o F.B.I entrou nas investigações e não havia descartado a possibilidade do envolvimento de OVNIs nos casos de mutilação dos animais.

Pairava no ar o constante receio de que as mutilações continuassem impunes e que com o passar do tempo, começassem a vitimar seres humanos também. Era um temor com fundamento, compartilhado por rancheiros e moradores das regiões afetadas.

Como não se chegava a uma solução para os casos de mutilação de animais, as especulações só aumentavam, levando a uma série de questões que jamais seriam respondidas.

- O que detinha as investigações?

-Seria um consentimento tácito, fruto de um acordo prévio, envolvendo troca de tecnologia e pesquisas entre militares e alienígenas?

- A Operação Prato, levada a cabo no Brasil fazia parte desse tipo de experiência envolvendo seres humanos?

- As abduções de seres humanos, ocorridas nos Estados Unidos em meados dos anos 70 eram parte dessas pesquisas também?

- Se não eram, como explicar os ferimentos das vítimas e as lembranças envolvendo exames e retiradas de amostra de sangue, tecido e fluidos corporais?

É impossível ignorar a extensão dos danos causados pelas “experiências” levadas a cabo, seja lá por quem fosse. Com ou sem a anuência dos militares. O mal já estava feito e o estrago parecia irremediável. É fácil perceber o clima de angústia que reinava na época, através de um artigo de Alexander Cockburn que se encontra arquivado no F.B.I:

... entre 1975 e 1976 centenas de cabeças de gado foram mutiladas nos estados do Colorado, Minnesota, Nebraska, Kansas, Oklahoma, Wyoming, Dakota do Sul, Montana, Novo México e Texas”.

O que diria esse jornalista, se soubesse que nos anos seguintes, numa região remota do Brasil, pessoas seriam perseguidas e “marcadas” como animais, como vimos nos registros da Operação Prato?

Estranhos objetos voadores “caçavam” os humildes pescadores e suas famílias, tornando suas vidas um verdadeiro pesadelo. Elas não estavam seguras nem dentro de suas próprias casas. Atingidas por raios luminosos que marcavam seus corpos e suas vidas, ainda sofriam a descrença de cientistas e autoridades, que acreditavam que aquele episódio bizarro era apenas um caso de histeria coletiva.

 Inúmeros relatos de perseguição, paralisia momentânea, dormência dos membros atingidos, dores de cabeça e rouquidão persistindo por mais de uma semana e a morte de mulheres que entraram em choque ao serem atingidas pelas misteriosas “luzes”. Como a imprensa dos Estados Unidos reagiria se isso tivesse ocorrido em território norte-americano e não numa remota região do Brasil?


Mas, nos Estados Unidos a mutilação do gado era coisa séria e chegou ao Senado. 

Cansado de esperar por medidas mais efetivas, o Senador Schmitt, representante do Estado do Novo México, tomou a iniciativa de enviar ao escritório do F.B.I, centenas de cópias extraídas diretamente dos arquivos da Policia do Novo México. Nessas cópias, havia uma descrição detalhada de cada caso: data, local, descrição do animal, proprietário, local do crime, detalhes da mutilação, ferimentos, aspecto do local do crime, depoimentos e pistas encontradas no local do crime (ou a total ausência de pistas!). Exemplos:

Proprietário: Sam Criego, Pintada, New México

Descrição do animal: Black Motley face.

Data: 26 de dezembro de 1975.

Posição em que o animal foi encontrado: apoiado no lado esquerdo.

Órgãos retirados: todo o reto foi cortado e o úbere. Dois orifícios no pescoço, na veia jugular, do lado direito. Orifício entre as duas patas dianteiras; pequeno orifício que parecia ter como propósito a retirada do coração. Dois orifícios, do mesmo tamanho que os orifícios do pescoço, achados na parte traseira do animal, na gente dos ossos dos quadris, um de cada lado e através da espinha, como se houvessem sido feitos do ar, enquanto o animal ainda se encontrasse de pé no pasto. Todos os órgãos sexuais foram retirados.

Pistas encontradas no local: pegadas de pássaros.

Inspetor: Pete B. Marez


Proprietário: Dipper Cattle Company, Pintada, New México

Descrição do animal: mestiço red motley face

Data: 19 de dezembro de 1975.

Posição em que o animal foi encontrado: apoiado no lado esquerdo.

Órgãos retirados: todos os órgãos sexuais e a língua.

Pistas encontradas no local: nenhuma

Inspetor: Pete B. Marez


Há muitos outros casos, extremamente semelhantes. As cópias dos casos com todos os detalhes, estão arquivadas no F.B.I., disponíveis para consulta nos arquivos.


 Ao analisar os casos, é possível perceber um padrão estabelecido nas mutilações e que raramente era desobedecido.

As mutilações eram bem especificas:

Fêmeas/ genitais, úbere, reto, olho esquerdo e língua.

Machos /genitais, reto, orelha esquerda e língua.

Havia pouquíssimos casos que saiam desse padrão. Nesses casos surgia a hipótese de que havia mais de um criminoso agindo na região.


 Porém, por mais que investigassem, parecia impossível precisar com certeza, quantos criminosos agiam. Muito menos se o faziam simultaneamente e utilizando os mesmos meios.

O oficial Gabriel L. Valdez, da Polícia Estadual do Novo México, munido de uma admirável dedicação, acabou por adicionar novos elementos a esse mistério.
 Ele fez todas as investigações possíveis, usando todos os meios que tinha ao seu alcance. Para ele, esses casos se tornaram uma obsessão. Precisava encontrar respostas a qualquer custo.
 Ele estava cansado do descaso das autoridades Federais. Num determinado momento, ele chegou a pagar as despesas da investigação para poder prosseguir e tentar resolver o mistério. Alguns exames laboratoriais foram pagos por ele.

Pediu novos exames das vísceras dos animais mortos. Na sua opinião, eram testes fundamentais para a solução dos casos.

 Também solicitou uma série de exames que envolviam testes laboratoriais mais específicos, tanto nos animais mortos quanto no terreno onde foram encontrados. Para isso, ele recorreu a Universidade do Colorado e após obter os resultados, montou um detalhado e extenso relatório que enviou ao F.B.I. Com essa atitude, ele esperava obter uma maior colaboração dos agentes e dos laboratórios especializados da Inteligência. Mas, ao que tudo indica, o F.B.I apenas arquivou o relatório e aparentemente não fez nenhuma consideração a respeito do assunto.

A dedicação do policial Valdez aos casos investigados e sua preocupação com a situação, ficam cristalinas em seu cuidadoso relatório. Ele começa descrevendo um dos casos mais significativos e as providencias que tomou:

... em 13 de junho de 1976 recebi a denúncia do Sr. Manuel Gómez, de Dulce, Novo México. Ele encontrou uma de suas vacas morta e mutilada. Imediatamente o Sr. Paul Riley, da Junta de Controle Sanitário do Gado em Novo México, foi chamado para acompanhar as investigações, juntamente com a Polícia local. Chegando ao rancho, notaram que não havia nenhuma marca de pneu que não fosse a da caminhonete do Sr. Gómez, o proprietário. Logo a seguir, foi encontrada uma vaca de três anos, tombada sobre seu lado direito. Sua orelha esquerda, a língua, o úbere e o reto haviam sido removidos com precisão cirúrgica. Nesse caso em particular, houve uma variação no padrão das mutilações, pois normalmente a orelha esquerda era retirada apenas nos machos. Também não foi encontrada nenhuma mancha de sangue na pele do animal, cuja pelagem na sua maior extensão era branca, facilitando a observação desse tipo de detalhe. Foi encontrada também, uma pequena perfuração no peito do animal. Nenhuma outra prova foi encontrada no local, que pudesse explicar a morte do animal”.

Ainda de acordo com o relatório do policial Valdez, as investigações no local prosseguiram e revelaram um novo dado. Uma nave suspeita havia pousado no local deixando três marcas circulares, posicionadas de forma triangular. Tudo indicava que a nave utilizara um tripé como apoio na aterrissagem.

O diâmetro de cada marca encontrada era de 14 polegadas (33cm). O perímetro da área ao redor das três marcas era de pouco mais de 4m. O animal deixou marcas no local onde foi encontrado, que indicavam claramente que ele havia lutado tentando livrar-se de seu agressor. Perto do corpo do animal havia um outro conjunto de marcas circulares, que indicavam a utilização de um outro tripé, porém bem menor. Cada marca circular media 4 polegadas (71cm) e o perímetro formado pelas marcas era de 71cm. As marcas do tripé menor encontravam-se espalhadas em vários pontos ao redor do animal morto. Outro fato tão estranho quanto interessante é que sob as marcas do tripé menor a grama havia ficado totalmente ressequida.

Ao analisar o local, foram encontrados traços de uma substancia amarela e oleosa, presente nos dois locais onde havia marcas do tripé maior. A Polícia recolheu duas amostras da estranha substância. Ambas foram enviadas para analise em laboratório. A primeira amostra foi levada ao laboratório do Departamento de Polícia e a segunda amostra foi levada a um conceituado laboratório particular.

Nenhum dos dois laboratórios foi capaz de descobrir a composição ou origem da substancia. Durante as analises, algo inusitado ocorreu no laboratório particular. A estranha substancia simplesmente se desintegrou. Amostras da pele do animal também foram analisadas pelos dois laboratórios. Em ambos, a conclusão foi que a pele da região mutilada, havia sido cortada por instrumento afiado e de alta precisão.

O Sr. Howard Burguess, um cientista aposentado do Sandia Lab., em Albuquerque, cujas credencias e antecedentes foram cuidadosamente checados antes de sua inclusão no caso, foi levado ao local onde haviam encontrado o animal. Chegando lá, ele realizou uma série de testes para avaliar possíveis vestígios de radiação no local. Os resultados foram positivos para presença de radiação, mesmo passados três dias. O nível de radiação ao redor das marcas do tripé era duas vezes maior do que seria considerado normal.

Durante o processo de investigação, descobriu-se que a orelha esquerda do animal, havia sido removida após o proprietário ter encontrado o animal. O Sr. Gómez contou aos investigadores que quando encontrou o animal, ele já estava mutilado, porém, suas duas orelhas estavam intactas. Investigando o local, foi possível encontrar mais provas que ajudaram a entender a cena do crime. Havia marcas correspondentes ao tripé menor, superpostas às marcas de pneu da caminhonete do Sr. Gómez, indicando que foram feitas após a caminhonete ter deixado o local.

 Concluiu-se então, que enquanto o Sr. Gómez se afastara para comunicar à Polícia o que ocorrera, a nave e seus ocupantes voltaram e nesse momento removeram uma das orelhas do animal. Outro fato estranho relativo a ao caso ocorrido na propriedade do Sr. Gómez, é que a vaca mutilada tinha um bezerro de três meses que não se separava da mãe, e este simplesmente desapareceu sem deixar rastro.

O oficial Valdez que conduzia esta e outras investigações muito semelhantes, observou uma série de características que estabeleciam um padrão. Ele fez questão de salientar isso em seu relatório, que descrevia os vinte e três casos investigados nos últimos dezesseis meses.

 Testes comprovaram que os animais mortos e mutilados no Estado do Novo México tinham nódulos no sistema linfático e estavam altamente infectados pelo “Black Leg”, uma doença altamente fatal que ataca principalmente o gado mais jovem e é causada por uma bactéria em forma de bastão a clostridium chauveoi.

Outra característica marcante nos casos investigados e apontados pelo oficial Valdez em seu relatório, é que a maioria dos animais, apresentava marcas na pele, indicando que eles haviam sido suspensos, por uma possível nave que estivera pairando sobre eles. Depois de mortos e mutilados, foram descartados, sendo lançados ao local onde posteriormente seriam encontrados. Isso explicaria os diversos ossos quebrados dos animais, que certamente chegaram a essa condição como resultado da queda.

Ainda dentro da análise das características comuns dos casos investigados, encontrava-se a cor e consistência incomum do coração e do fígado dos animais mutilados.

 Apresentavam uma coloração branca e com uma consistência amolecida. 

O fígado foi cuidadosamente examinado e comparado com fígado fresco, encontrado nos mercados.

 As analises revelaram resultados surpreendentes:

Havia uma concentração quatro vezes maior do que o normal de Potássio, Zinco e Fósforo.

 Nenhuma explicação convincente para o fato foi encontrada.O pouco sangue que ainda restava nos animais mutilados, possuía uma estranha coloração rosa e ainda não havia coagulado.

 A única explicação possível para esse fato, é que os animais haviam sido mortos por algum tipo de radiação, que explicaria também a destruição dos glóbulos vermelhos tornando o sangue cor de rosa.

Amostras retiradas de um dos animais mutilados, indicavam a presença de uma substancia que ao ser analisada por três laboratórios distintos, revelou-se como vitamina B12 e “resina com íon trocado”.

Os técnicos consultados fizeram uma rápida avaliação sobre os resultados obtidos e concluíram que a radiação usada para matar os animais não era prejudicial aos seres humanos, porém sete pessoas que visitaram o local onde os animais foram encontrados, sentiram náusea e tontura, sintomas típicos em casos de exposição à radiação.

Como era de se esperar, começaram a surgir uma série de teorias baseadas nos resultados obtidos através dos exames laboratoriais. A maior parte delas envolvia uso experimental de radiação, vitamina B12 e bactérias.

 Experiências militares?

 É difícil dizer, mas alguns moradores da região alegaram ter visto estranhos helicópteros brancos, sem nenhum tipo de identificação sobrevoando as regiões onde o gado mutilado fora encontrado.

 Outros moradores relataram ter ouvido durante a noite, estranhos ruídos de naves não identificadas sobrevoando a região.

Numa dessas noites de muitos telefonemas sobre helicópteros e “luzes”, havia uma grande inquietação no ar, por esse motivo o delegado Arne Sand decidiu sair e investigar pessoalmente o que estava ocorrendo.

A busca do delegado gerou um inquietante relatório oficial:

...mandaram-me ao norte de Great Falls para perseguir novamente as luzes do céu e elas eram semelhantes às da noite anterior. Novamente não fui capaz de enxergar nenhuma forma atrás das luzes”.

Em seu relatório da noite anterior ele já havia registrado uma infrutífera perseguição a uma “nave” que havia sido observada pairando sobre o abrigo de mísseis Juliet 5, na região de Forte Shaw. Decepcionado, ele relatou que só pode ver logo à sua frente, um objeto luminoso cruzando a rodovia em alta velocidade.

... só pudemos ver as luzes. Não pudemos distinguir nenhum formato e nenhum som que se parecesse com helicópteros”.

Embora as investigações sempre levassem a um a um beco sem saída, havia dois pontos inquestionáveis:

Luzes estranhas eram vistas com frequência e não sabiam como identificar sua origem ou propósito.

Quem estivesse por detrás das mutilações praticadas no gado, era certamente um profissional que dispunha de muita tecnologia, conhecimento e meios adequados para faze-las.

É impossível não perceber as semelhanças entre o que ocorreu no Novo México e o que ocorreu em Colares, no Pará. Os estranhos fenômenos de “luzes” e “experiências” com humanos ocorridas, que foram tão bem descritas pelos militares da FAB na “Operação Prato”.

A mutilação de gado que ocorria no oeste americano, ainda geraria muita polêmica e descontentamento. Em abril de 1979 foi realizada uma conferência (Conferência de Albuquerque) com o objetivo de discutir e avaliar o assunto.

Mas, os casos prosseguiam sem descanso. Um rancheiro narrou assim a sua experiência para a imprensa:

... escutei os cachorros latindo, mas nem me passou pela cabeça que fosse algo relacionado com as mutilações. Pensei que talvez o gado estivesse tentando escapar por um lado onde a cerca estava aberta. Deixei para dar uma olhada na manhã seguinte. Logo cedo, meu irmão veio me chamar e pediu que eu fosse ver algo. Pediu também que eu fosse armado. Encontramos uma vaca que não era nossa e estava mutilada. Havia um pouco de sangue onde a língua deveria estar”.

Chamaram a Polícia Estadual. Os irmãos contaram em detalhes, tudo o que viram. Explicaram às autoridades que a noite anterior havia sido calma, exceto pelo estranho comportamento dos cães que não paravam de latir e pelas “luzes alaranjadas” que várias pessoas do povoado disseram ter visto.

A partir da década de 80 as denúncias envolvendo gado morto e mutilado diminuíram muito, porém com certeza não cessaram. O F.B.I não disponibilizou nenhum documento tratando desse assunto após 1981. Fiquei intrigada pela forma abrupta como encerraram as investigações. Não apresentaram nada de concreto. Sem teorias e sem soluções!

Mas o problema persiste como podemos ver em um artigo no “Great Falls Tribune” datado de 18 de novembro de 2002. Foi escrito por Katie Oyan:

... as mutilações de gado começaram na área de Great Falls há três décadas atrás, e recomeçaram perto de Conrad no último ano. Os investigadores ainda não determinaram a fonte das misteriosas mutilações, que acabam em motivo de piada, rumores sobre homenzinhos verdes, conspirações do governo ou cultos satânicos.

Os animais aparecem cortados com precisão cirúrgica e os órgãos desaparecem. Só a área de Conrad reportou mais de uma dúzia de casos de mutilação de gado entre junho e dezembro de 2001.

De acordo com o xerife de Pondera County, alguns casos já foram reportados em 2002, sendo que o mais recente foi em setembro de 2002 num rancho perto de Dupuyer”.

Mais adiante, em 12/09/2009, o repórter Jason Blevins, do “The Denver Post” escreveu sobre novos casos de gado mutilado, deixando claro, que o fenômeno continua ativo e os rancheiros permanecem sem nenhuma explicação lógica para o que está acontecendo.

Ele conversou com 3 velhos rancheiros do Colorado: Manuel Sanchez, Tom Miller e Mike Duran. Todos muito experientes. Eles conhecem muito bem o trabalho deles, a região em que vivem e sobretudo já viram de tudo, quando se trata de gado. Mas, apesar de toda a sua experiência, não conseguem entender o que ocorreu com seus bezerros e vacas.

O rancheiro Manuel Sanchez já havia perdido animais nas mesmas condições em 1993 e em 2006. Já Tom Miller, havia perdido em 1997 e em 1980. Por fim, Mike Duran que teve seu gado mutilado em 1995 e em 2000.

Em 2009, todos eles sofreram novas perdas. Durante esse ano houve um aumento expressivo de casos de gado mutilado, no Estado do Colorado. Em março, da noite para o dia, 4 animais apareceram mortos e mutilados.

Como lembrou Manuel Sanchez:

“...o leão da montanha arrasta sua presa, o coyote rasga a carne...mas o que encontramos aqui são cortes perfeitos. Que animal desperdiçaria assim, deixando carne boa para trás e levaria as vísceras?...sem pistas, sem sangue sem rastros”.

O mesmo padrão de sempre. Os animais são encontrados mortos e mutilados: sem suas orelhas, o úbere e órgãos genitais que são cortados com precisão. Não há sangue e nem pistas no local. A polícia continua sem saber como solucionar os casos. Como lembrou o Inspetor Dennis Willians, ao ver mais um bezerro mutilado: 

“...eu já tinha ouvido falar sobre isso...é no mínimo estranho. Totalmente inexplicável. Para mim, parece que o bezerro foi lançado de uma grande altura, pelo jeito que o quadril está deslocado e todos os ossos quebrados”.


Os anos passam e o hediondo mistério persiste.


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