quarta-feira, 9 de junho de 2021

A Batalha de Los Angeles ou o dia em que os Estados Unidos foram invadidos por OVNIs.

 

(Detalhe da matéria publicada no  "Los Angeles Times" de 26 de fevereiro de 1942.)


Um dos incidentes mais bizarros e bem documentados da História americana, ficou conhecido como A Batalha de Los Angeles.

Para entender melhor o que ocorreu,  é preciso voltar aos tempos tumultuados da Segunda Guerra e analisar essa "batalha" dentro do contexto  como um todo.

Sentir o clima daquele momento.
Também é bom lembrar, que tudo isso ocorreu bem  antes do famoso incidente em "Roswell".

Mas, vamos aos fatos. 
O mês de fevereiro estava chegando ao fim.
 Mal haviam passado 2 meses do fulminante  ataque japonês a Pearl Harbour.

Portanto, era muito natural que os cidadãos do continente ainda estivessem com os nervos à flor da pele.

Os serviços de inteligência da Marinha estava em estado de alerta, pois havia informações de um  possível ataque aéreo japonês, direto no continente.

As instalações, consideradas vitais para o país, em sua maioria localizadas na área costeira, eram vigiadas constantemente. 
Mantinham um forte esquema de defesa, utilizando baterias antiaéreas instaladas em todos os pontos considerados estratégicos.

Os oleodutos, portos, aeroportos e grandes indústrias ligadas à Defesa dos Estados Unidos eram considerados possíveis alvos e portanto, vulneráveis a ataques aéreos e atos de sabotagem.
Sendo assim, a Marinha e a Força Aérea estavam mobilizadas para entrar em ação, ao menor sinal de alerta, e rebater firmemente qualquer tentativa de ataque hostil.


Foi vivendo nesse clima de apreensão que no começo da noite do dia 24 de fevereiro de 1942, o céu de los Angeles ficou iluminado por estranhos pontos de luz que pareciam "piscar".
Estranhas luzes intermitentes e outras luzes vermelhas, bem mais potentes, chamaram imediatamente a atenção de civis e militares.

As estranhas luzes estavam se aproximando perigosamente da costa oeste americana, justamente na direção de alvos estratégicos. 
À medida que a tensão crescia, o pimeiro sinal de alerta foi dado.
Eram  19 horas e todos já estavam de prontidão, com os olhos cravados no céu.
Esperavam ansiosos o desenrolar dos fatos .
Mas, aos poucos tudo parecia estar voltando ao normal. Nada mais foi reportado e então, lá  pelas 22 horas o estado de alerta foi suspenso.
As luzes pareciam ter desaparecido misteriosamente, assim como tinham aparecido.

Com a sensação de perigo já dissipada, todos retornaram às suas vidas e tarefas regulares.
A cidade, normalmente bem agitada, começava a se preparar para dormir, sem mais sobressaltos.

Porém, no início da madrugada do dia 25 de fevereiro, começou uma nova onde de aparições de "luzes estranhas", e a vida da cidade se transformou num verdadeiro inferno.
As "luzes" estavam próximas da costa.
A  37 Brigada começou a receber uma verdadeira enxurrada de notificações, feitas por civis e alguns militares.
Relatavam "aviões" se aproximando da costa.
O Primeiro Tenente Kenneth R. Martin, operador do radar que monitorava o aparelho naquele momento, captou, à aproximadamente 193 km da costa oeste de los Angeles, um enorme alvo não identificado.
 Rumava rápidamente para o continente.
Sem tirar os olhos da tela do radar, tratou de passar, imediatamente, para as linhas de defesa em terra, as coordenadas da posição do alvo.

As baterias antiaéreas ficaram à postos, esperando o ataque que parecia eminente.

O Alerta Geral soou e ao mesmo tempo foi ordenado um blackout , que visava proteger posições de defesa e os alvos estratégicos da região costeira.

A Força Aérea colocou seus caças de prontidão para perseguir e interceptar os "aviões" inimigos.
O Centro de informações não parava de receber notificações sobre os " aviões" que eram vistos em vários pontos diferentes.

Enquanto isso, o estranho alvo que se aproximava da costa era acompanhado, cuidadosamente, pelo radar.
Porém, em um piscar de olhos, desapareceu da tela do radar.

Mas em compensação, novos alvos eram vistos perto de Long Beach.
A artilharia começou a disparar furiosamente contra 25 "aviões" que estava voando a mais de 3.500 m de altitude, sobre Los Angeles.

Um insólito "balão", também foi visto sobre Santa Monica. Parecia ostentar um chamativo sinal luminoso, de cor vermelha.
Isso, foi mais que suficiente, para acionar todo um processo de defesa, utilizando artilharia pesada.

O que se viu nas horas seguintes foi uma cidade mergulhada num caos indescritível!

Graças ao blackout, estavam mergulados na mais completa escuridão.
Os cidadãos assustados, tentavam se refugiar como podiam.
Ouviam o som incessante da artilharia, que estava atacando os "aviões" inimigos.
O pânico se instalou imediatamente.

Famílias interias abandonaram suas casas e sairam em seus carros, mas na escuridão e sem os semáforos funcionando, havia um acidente em cada esquina.

Surgiam então, as primeiras vítimas entre os civis em pânico.
Alguns cidadãos aterrorizados, diante de uma situação totalmente fora de controle, sofriam ataques cardíacos.

Entre as vítimas de acidentes de trânsito, também havia os que eram atingidos em cheio, pelos restos da artilharia.

Crianças perdidas de suas famílias, gritavam desesperadas, em meio a uma escuridão apavorante e o caos da artilharia.

Diante de uma situação absurda como aquela, os militares tentavam organizar-se.
Montaram postos de vigia em vários pontos da cidade.
Procuravam os "alvos".
O tenente Buchanan subiu rapidamente até a cobertura do seu hotel e de lá, pode ver, conforme relatou mais tarde:

 "...entre 20 a 30 "aviões" voando a mais de 6.000m de altitude e mais de 240km por hora.


Mais 3 guardas que estavam com ele, puderam ver os mesmos alvos.
 Estavam usando poderosos holofotes.


Os operadores das baterias antiaéreas, relataram mais tarde, que dirigiram seus disparos contra mais de 15 "aviões", que estavam sobrevoando instações vitais.

Mas, também admitiram que os alvos voavam a uma altitude tão elevada, que era impossível atingi-los com o armamento de 37mm, que estavam utilizando.

Vejam no detalhe da foto, de um dos jornais da época, o Los Angeles Times.
Os holofotes estão iluminando um "avião" que deveria ser abatido.

É quase perfeitamente possível perceber a forma oval do OVNI!

Em vários e diferentes  pontos da cidade , havia militares observando o céu e transmitindo novas coordenadas de alvos.


Um deles, o Sargento Bowmam, foi um dos primeiros transmitir as coordenadas dos 5 "aviões" que ele avistou a olho nu, voando a mais de 9.000m de altitude.

Do outro lado da cidade o Tenente Miles e o Tenente Head afirmaram ter visto 3 "aviões" voando em formação de "V" a uma altitude aproximada de 2.700m.
Porém, os radares da área não conseguiram captar esses alvos.

O Tenente Anderson, que naquela noite foi encarregado da segurança da Douglas Aircraft, em Long Beach ( fabricante de aviões para as Forças Armadas dos Estados Unidos), afirmou que viu claramente, através de seus binóculos, 1 "avião" seguido imediatamente por mais 3 "aviões".

Lendo tantos relatos com alguma atenção, mesmo parecendo desencontrados, todos eles guardam muitas semelhanças.
É bom lembrar que esses relatos foram feitos por militares experientes, acostumados a calcular velocidade e altitude.

Então fica difícil encontrar uma explicação lógica, para o fato de tanta  munição ser gasta e não produzir nenhum alvo atingido.

Nenhum destroço foi encontrado.
A cidade apareceu repleta de restos de munição, crateras e edifícios danificados .


L.A Times - Policial Bobby Clark coloca o braço dentro da cratera no calçamento em Santa Monica.


L.A Times - Policiais B.H.McLean e Bobby Clark, da divisão motorizada.

Na foto do jornal da época, podemos ver policiais vigiando a área que foi isolada por conter munição que não explodiu.

A cidade amanheceu contando  prejuízos e vítimas.
O presidente Roosevelt, ficou furioso e cobrou uma explicação razoável de  seus generais.

A Marinha confirmou que não havia nenhum avião inimigo na área, durante aquele período.

O Secretário da Marinha, Frank Knox, qualificou o incidente como "alarme falso".
Mas, se mostrou bastante preocupado com a segurança das indústrias estratégicas.

 Chegou a sugerir :
 "... indústrias estratégicas para o país e localizadas  na costa, devem ser deslocadas para o interior do território dos Estados Unidos".

O Exército e a Força Aérea não explicaram nada de concreto. 
Já a imprensa qualificou aquela operação como:
 " um grande e dispendioso exercício de incompetência"

O General George Marshall optou por fazer um breve relato ao Presidente Roosevelt , do que ocorreu, de fato, naquela noite.

Foi bastante franco sobre as aeronaves não identificadas que haviam sobrevoado Los Angeles.
Mencionou que havia pelo menos 15 aeronaves desconhecidas envolvidas. 
Tinham um comportamento muito estranho.
 Ora voando muito lentamente , ora em grande velocidade.
Também fez questão de mencionar em seu relato, que as aeronaves mudavam de altitude repentinamente, saltando de 2.700m para mais de 5.500m.

Frisou que as naves não atacaram, mas também não foram atingidas.

Na minha opinião, o relato do general, foi a mais pura descrição do comportamento de vários OVNIs sobrevoando Los Angeles naquela noite. 

Também parece claro, pelas fotos dos jornais daquela época, que os holofotes iluminaram o que parece ser um  OVNI e não um avião.

Tirem suas próprias conclusões!

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