As tribos pagãs que habitavam a Grã Bretanha há mais de 3000 anos atrás, deixaram como legado, os gigantescos monumentos circulares chamados “henge”. Estruturas pré-históricas circulares ou ovais, delimitada por pedras, estacas de madeira, ou mesmo terra compactada. Na maioria dos casos essas estruturas eram planas no centro e contornadas em seu limite por valas não muito profundas. Ainda impressionam pela beleza, imponência, e principalmente pelo peso das pedras. Blocos gigantescos que foram trazidas de mais de 200 km de distância, por indivíduos que desconheciam os metais e cavavam a terra com ossos de animais!
É simplesmente inacreditável que isso tenha ocorrido da forma como os estudiosos descrevem, mas as escavações feitas em Stonehenge e Woodhenge, parecem confirmar essa tese. O círculo de pedra de Stonehenge continua altivo e enigmático como uma esfinge, desafiando os pesquisadores através dos anos. Não muito longe dali, está Woodhenge, uma estrutura circular tão notável quanto misteriosa. Originalmente era delimitada por colunas de madeira, que embora não tenham resistido ao tempo, deixaram suas marcas no solo. Através dessas marcas, os estudiosos puderam recriar a forma original da estrutura, refeita com pilares de concreto.
Acredita-se que Stonehenge, através de suas pedras frias, servia como um monumento para cultuar os mortos e, Woodhenge, com seus pilares de madeira que emanavam calor e vida era uma celebração aos vivos. Ainda há muito que estudar e entender, e certamente novas hipóteses surgirão, mas, não resta dúvida quanto à beleza e a importância desses monumentos. Também fica evidente a fixação dos povos que ocuparam a Grã Bretanha pelas formas circulares que apareceram em vários monumentos.
Desde a Távola Redonda do rei Arthur aos misteriosos crop circles.
Aliás, ao se estudar imagens aéreas tomadas dos vários monumentos circulares é impossível não perceber a enorme semelhança com os padrões clássicos dos desenhos dos crop circles.
Haverá alguma ligação entre eles? Se não há, as coincidências são no mínimo bizarras!
Ao falar em crop circles, é preciso lembrar que essas formações não são um fenômeno recente. Mas, durante os anos 80 ganharam uma particular atenção da mídia como um todo. Até então, os crop circles eram o tipo de fenômeno inexplicável, que poucos conheciam e que se encontrava restrito a umas poucas regiões.
Figuras de Nazca - Peru
Quando vistos do alto, os crop circles, na maioria das vezes reproduzem intrigantes figuras geométricas. Quase sempre formas circulares. Por vezes, lembram as figuras gravadas no solo seco de Nazca, no Peru.
É difícil saber qual a finalidade dos crop circles, embora não faltem teorias. À medida que os belos desenhos ganham notoriedade, surgem mais teorias.
Figuras geométricas criadas da noite para o dia, através de um processo que achata extensos trechos de plantações maduras de trigo, centeio, aveia, cevada ou milho.
O mistério aumentou a curiosidade de leigos e pesquisadores, tornando os desenhos objeto de uma furiosa e incansável procura. Graças a isso, estabeleceu-se uma sólida cultura de fotografar, pesquisar, catalogar e discutir o fenômeno.
Mas, como toda a celebridade, os crop circles também passaram a contar com um público faminto por novidades nem sempre verdadeiras. E foi exatamente a partir desse ponto, que começaram as distorções. Inúmeros crop circles começaram a brotar em várias partes do mundo. Até mesmo em lugares onde jamais se havia ouvido falar do fenômeno. Desenhos elaborados, estranhos, esotéricos ou simplesmente logotipos de empresas como a Pepsi, a Nike, Mitsubishi ou a Microsoft.
A essa altura dos acontecimentos a polêmica estava apenas começando. Exageros e brincadeiras acabaram prejudicando o trabalho de pesquisadores sérios, trazendo sérios prejuízos aos agricultores, que com razão, reclamavam ao ver suas colheitas comprometidas.
Ainda hoje, alguns “artistas” que procuram alguma notoriedade, ainda que fugaz, ou apenas dando asas à sua imaginação, invadem propriedades e não poupam esforços em sua atividade criadora, revelando ao mundo mais uma efêmera obra de arte e enfurecendo mais um agricultor.
Na verdade essa difícil relação entre os crop circles e os agricultores remonta alguns séculos atrás.
“The mowing devil”
Um dos registros mais antigos de que se tem notícia é uma xilogravura do século XVII, chamada “The Mowing Devil”, algo como “O Diabo ceifador”. Da xilogravura originou-se uma série de panfletos muito semelhantes à literatura de cordel, característica do Nordeste brasileiro. Ilustrada pela figura do diabo ceifando em círculos através de um campo de cereal maduro e contendo a história do acontecimento.
Em 1678, em Hertfordshire, na Inglaterra um fazendeiro muito rico barganhou com um pobre camponês, para que ele fizesse a colheita de seu grande campo de aveia. Não chegando a um acordo, o fazendeiro disse que era preferível que o Diabo fizesse a colheita em vez dele (o camponês). Durante a noite os moradores viram uma chama no céu e na manhã seguinte havia círculos tão nítidos e bem feitos no campo de aveia, que o povo passou a comentar que só poderiam ter sido feitos pelo próprio Diabo.
Outro antigo e altamente confiável registro do fenômeno encontra-se na edição da Revista “Nature” de 29 de julho de 1880 (páginas 290 e 291) relatam a descrição feita por um cientista amador chamado John Rand Capron:
“... as tempestades nesta região de Surrey tem sido localizadas e violentas. Produzem efeitos curiosos. Visitando uma fazenda vizinha ... encontramos campos de trigo consideravelmente amassados, não inteiramente, mas em partes, que vistos a certa distância formavam círculos... a meu ver parecia resultado de algum vento ciclônico”.
Desde os tempos em que os primeiros “crop circles” foram descobertos muita coisa mudou. Se no início eles possuíam uma aura de mistério, com o passar do tempo foram se transformando num desafio para os brincalhões e céticos de plantão. Uns querendo criar novos padrões que superassem os velhos “crop circles”, também conhecidos como “ninhos de ÓVNIS” e outros que estavam dispostos a tudo para provar que aquilo não passava de uma farsa. Apenas uma bela e bem montada farsa. No meio de tudo isso, lutando contra a ignorância e o descrédito, ficavam (e ainda ficam) os pesquisadores e cientistas que estudam o fenômeno. Orientados pela ciência e munidos de paciência, lógica e seriedade procuram entender as origens e o significado dos estranhos círculos.
É possível dizer que mais de 80% dos “crop circles” são pura fraude. Quanto mais belos e elaborados, maior a certeza de fraude. É possível distingui-los graças ao paciente trabalho de pesquisadores que fotografam, filmam, descrevem e catalogam cada novo “crop circle” que aparece. Ao analisar o material podemos observar pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Marcas que denunciam a fraude. Fraudes feitas por humanos que impossibilitados de levitar, trabalharam com os pés no chão. Tiveram que entrar na plantação e se deslocar através dela para confeccionar o “crop circle”. Mesmo que o façam deixando as marcas cuidadosamente disfarçadas, inseridas no desenho, elas estão lá. É preciso procurar com atenção as provas do “crime”. Quase sempre cuidadosamente ocultas ao longo das trilhas deixadas pelos tratores, utilizadas como corredores de entrada e saída.
Há uma série de indícios que são cuidadosamente procurados e que diferenciariam o fenômeno verdadeiro de uma fraude. São estudados por entidades que se especializaram no fenômeno “crop circle”. A BLT Research Team Inc. é uma delas. Analisam amostras de plantas recolhidas das formações de “crop circles” do Canadá e do Reino Unido. Através do estudo dessas amostras, chegaram a conclusões muito interessantes. Por exemplo: ao estudar o caule de culturas de trigo “achatadas” contra o solo, descobriram um estranho alongamento dos ”nós” presentes nos caules do trigo. Essa anomalia na estrutura do vegetal poderia representar um indicio seguro de que o “crop circle” é verdadeiro e não uma bem elaborada fraude.
Especula-se quanto à causa dessa anomalia, mas a teoria de maior aceitação é que seria o resultado do efeito direto de microondas que “estourariam” as juntas do caule.Fica a pergunta: quem ou o que emitiria essas microondas?
OVNIs?
Para muitos estudiosos, as primeiras formações circulares a despertar a atenção da mídia, não foram os clássicos círculos nas plantações do Reino Unido.
Os Tully Nest surgiram bem do outro lado do mundo, na região menos explorada da Austrália.
Era uma bela manhã do dia 19 de janeiro de 1966 e o agricultor George Pedley, na época com 27 anos, dirigia um trator através da propriedade de seu vizinho Albert Pennisi em Euramo, Tully em North Queensland.
Ele estava distraído em seu trabalho quando teve atenção despertada por um silvo tão alto, que podia ser perfeitamente ouvido apesar do barulho do trator. Nesse momento, George estava cerca de 23 metros de distância da lagoa Horseshoe. Ele olhou na direção do barulho e viu um grande objeto redondo, parecendo um pires emborcado sobre outro. Tinha uma cor azulada e media aproximadamente 6 metros de diâmetro por 2,5 metros de altura.
O objeto girou rapidamente e elevou-se na vertical até uns 18 metros de altura. Nesse momento, inclinou-se levemente e partiu numa velocidade incrível rumo sudoeste. O objeto não possuía janelas de vigia ou antenas. Assustado, mais muito curioso, o jovem agricultor ficou impressionado com o que viu. Contaria mais tarde, que não conseguiu perceber qualquer sinal de vida na nave.
Quando o objeto desapareceu, ele pulou rapidamente do trator e correu em direção da lagoa onde o objeto estivera. Encontrou uma grande área circular, bem no meio dos juncos, onde ainda era possível ver a água girando lentamente. Perto da margem da lagoa, a água também se agitava em movimentos circulares.
Quando soube do caso, Pennisi lembrou-se que seu cão havia se comportado muito estranhamente naquela mesma manhã. Ele se lembrava que logo nas primeiras horas da manhã, o cão latira intensamente na direção da lagoa. Na tarde do mesmo dia, George e Albert, comunicaram o ocorrido a Policia de Tully.
Passados alguns dias, Tom Warren e Hank Penning, andavam perto da lagoa quando descobriram na vegetação da lagoa duas formações circulares que passariam a serem conhecidas como “ninhos”. A formação maior tinha 9 metros de diâmetro. Os juncos do centro do “ninho” estavam achatados no sentido anti-horário e os demais, ao redor da formação, estavam extremamente verdes.
A segunda formação era bem menor. Tinha 2,5 metros de diâmetro e parecia mais recente. Os juntos no seu interior também estavam achatados no sentido anti-horário, e os que estavam ao redor estavam mortos, embora não estivessem queimados ou sequer chamuscados.
Só não souberam explicar o porque esses redemoinhos estavam ocorrendo fora da estação chuvosa. Pois, essa é justamente a principal característica dos “willy willy”. O tempo estivera claro e ensolarado, sem o menor sinal de vento. Apesar da teoria que os investigadores apresentaram ter se revelado falha, eles deram seu trabalho por concluído, sem maiores explicações.
Por sua vez, a imprensa não perdeu tempo. As fotos dos “ninhos” apareceram nas primeiras páginas dos principais jornais, juntamente com o relato detalhado da experiência vivida por George Pedley. Foi dessa forma que os “Tully nest” ganharam fama mundial e entraram para o rol dos mistérios mais intrigantes.
Aqui o Brasil, ocorreu um caso estranho em Agosto de 2008. Foi no litoral de São Paulo, em Peruíbe.
Os moradores do Bairro São José, relatam ter ouvido os cães latindo e rosnando muito durante a noite. Como se estivessem assustados.
Pela manhã, encontraram uma marca ovalada na vegetação.
Em Outubro de 2017, conteceu algo semelhante. Logo pela manhã, os vizinhos do terreno no Balneário São João Batista 3, encontraram a vegetação toda amassada, uma área de mais ou menos 13 metros.
Também contam, que no dia anterior, havia mais ou menos 1,5 m de água no terreno e que pela manhã estava tudo seco!












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